BrasilMais 10 milhões de doses da vacina de Oxford, produzidas na Índia, devem chegar ao Brasil em fevereiro
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Redação O Sul
| 26 de janeiro de 2021
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Governo prevê mais de 590 milhões de doses, mas ainda é preciso, em alguns casos, concluir acordos e garantir aprovação da Anvisa. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
De acordo com as estimativas da Fiocruz e do Instituto Butantan, o Brasil deverá ter, em fevereiro, mais 15 milhões de doses das vacinas aprovadas pela Anvisa contra a covid-19. Além disso, um lote adicional de 10 milhões de doses prontas da vacina da Oxford/AstraZeneca importadas da Índia também deve chegar no País até o dia 8 de fevereiro.
O presidente Jair Bolsonaro anunciou em uma rede social que 5.400 litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da CoronaVac chegarão ao Brasil nos próximos dias. Com este material, o Butantan consegue fabricar 5 milhões de doses em 20 dias.
A vacinação contra a covid-19 começou no Brasil em 17 de janeiro, mesmo dia em que a Anvisa aprovou o uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford. A campanha de imunização foi iniciada com 6 milhões de doses da CoronaVac distribuídas proporcionalmente para os 26 Estados e o Distrito Federal.
No final da última semana, dois milhões de doses prontas da vacina de Oxford chegaram ao Brasil vindos do Instituto Serum, da Índia. No sábado (23), as doses começaram a ser distribuídas pelo País. Na sexta (22), a Anvisa liberou o uso emergencial de mais 4,1 milhões de dose da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.
Com as novas doses, o governo consegue concluir a vacinação (em duas doses) dos primeiros grupos prioritários, que totalizam pouco mais de 7,2 milhões de brasileiros:
– Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas: total 156.878;
– Pessoas com Deficiência Institucionalizadas: total de 6.472;
– Povos indígenas Vivendo em Terras Indígenas: total de 410.197;
– Trabalhadores de Saúde: total de 6.649.307.
Pfizer
Apontado como um dos principais defensores da vacina da Pfizer dentro do governo federal, o secretário de comunicação de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, procurou, nas últimas semanas, alguns empresários da iniciativa privada para estimulá-los a trazer a vacina do laboratório para o Brasil.
A atuação está alinhada com uma mudança de tom de Jair Bolsonaro. Na segunda (25), o presidente agradeceu à China pela exportação do imunizante da CoronaVac para o Brasil e nessa terça (26) defendeu a compra das vacinas por empresas.
Em dezembro Wajngarten participou de conversas com a Pfizer, na tentativa de destravar a compra da vacina desenvolvida pelo laboratório. O secretário culpa o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello pelas dificuldades na negociação.
Mesmo assim, o laboratório tem esperança de fechar negócio com o governo federal. Esse foi um dos motivos de a empresa não ter respondido a nota emitida no sábado pelo Ministério da Saúde. O documento critica cláusulas apontadas como “abusivas”, diz que o acordo com a Pfizer “causaria frustração em todos os brasileiros” e que o número de 2 milhões de doses previstas para o primeiro trimestre é “considerado insuficiente pelo Brasil.”
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