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Brasil Mais da metade dos eleitores admite que ainda pode mudar seu voto à Presidência da República

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Ao baixar o e-Título no celular, é possível conferir o local de votação por meio do aplicativo. Basta acessar o aplicativo e clicar em "Onde votar". (Foto: EBC)

A dez dias do primeiro turno da eleição, mais da metade dos eleitores (53%) admite que ainda pode mudar seu voto à Presidência no primeiro turno: cerca de 78 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa Ibope/CNI divulgada quarta-feira, a certeza do voto aumenta conforme sobem a renda e a idade. A possibilidade de mudança de voto é maior entre as mulheres e os mais jovens. São também os votantes de escolaridade da 5ª à 8ª série do Ensino Fundamental e do Ensino Médio os mais propensos a alterar a decisão. As escolhas menos convictas estão na região Norte/Centro-Oeste, na faixa dos eleitores que ganham mais de um até dois salários-mínimos e na periferia. No Sudeste, permanecem em disputa 52% dos votos – mais de 33 milhões de pessoas a convencer.

A dez dias do primeiro turno da eleição, mais da metade dos eleitores (53%) admite que ainda pode mudar seu voto à Presidência no primeiro turno: cerca de 78 milhões de pessoas. A certeza do voto aumenta conforme sobem a renda e a idade. A possibilidade de mudança de voto é maior entre as mulheres e os mais jovens. São também os votantes de escolaridade da 5ª à 8ª série do Ensino Fundamental e do Ensino Médio os mais propensos a alterar a decisão. As escolhas menos convictas estão na região Norte/Centro-Oeste, na faixa dos eleitores que ganham mais de um até dois salários-mínimos e na periferia. No Sudeste, permanecem em disputa 52% dos votos – mais de 33 milhões de pessoas a convencer.

No segmentos de 5ª a 8ª série e Ensino Médio, 54% revelam possível mudança de apoio eleitoral. Nos votantes que estudaram até a 4ª série, os mais convictos, 48% admitem mudar de voto. Pouco mais da metade dos com Ensino Superior diz o mesmo (51%).

Sudeste tem 52% dos votos em disputa

A região Sul abriga o maior percentual de eleitores que não mudarão “de jeito nenhum” seu voto: 49% ainda podem ser convertidos – 15% têm “decisão firme” e 19% declaram uma “escolha de momento”. No Sudeste a proporção de não-convictos corresponde a 52%; 19% revelam decisão firme, mas 17% dizem ter apenas “preferência inicial”.

No Nordeste, são 53% os eleitores sem voto definitivo. A maior parte desses não-convictos destaca que, até agora, seu candidato é “escolha do momento” (19%). Proporcionalmente, a região de pesquisa do Ibope/CNI que abriga mais eleitores suscetíveis a mudança é a Norte/Centro-Oeste. Lá, 56% ainda podem mudar a escolha – neste estrato, 38% citaram ter “escolha do momento” e “preferência inicial”.

A convicção também sobe conforme a renda aumenta. Metade dos que ganham mais de cinco salários-mínimos diz que pode mudar de ideia, assim como 53% dos que recebem de dois a cinco salários. Um a cada cinco dos votantes que vivem com até um salário-mínimo tem apenas “escolha do momento” – ao total, são 54% não-convictos neste estrato. Os eleitores com opção de momento e “preferência inicial” representam 38% dos brasileiros que ganham de um a dois salários. Nesta faixa, proporcionalmente a de voto mais volátil, 55% admitem que podem mudar de candidato.

Nas capitais, 20% dos eleitores têm decisão firme, mas ainda podem se converter. Há 53% de não-convictos nestas cidades. Já na periferia, o percentual oscila para 54%. Nestas áreas, 22% têm “escolha do momento”. No interior, a volatilidade do voto corresponde a 52% do eleitorado.

Candidatos

Marina Silva (Rede) é a concorrente que tem mais volatilidade entre os seus – 76% dos que hoje declaram apoio à ex-senadora admitem que ainda podem mudar de ideia, 23% têm decisão firme, porém alterável. Ela é a “preferência inicial” de 30% de seus apoiadores.

Geraldo Alckmin (PSDB) corre “risco” semelhante. Sete em cada dez de seus eleitores dizem que podem trocar de candidato – destes, dois dizem ter “decisão firme”, mas contornável. Para 28%, o ex-governador de São Paulo é “escolha do momento” e para 22%, “preferência inicial”.

Ciro Gomes (PDT) precisa trabalhar para manter 62% de seu apoio. O pedetista é a “escolha do momento” para 23% de seu eleitorado e “preferência inicial” de 19%. Um a cada cinco apoiadores do ex-governador do Ceará revela ter firmeza e não convicção no voto.

Jair Bolsonaro (PSL) convictos 55% de seus apoiadores, mas 42% ainda podem ser convencidos por um adversário, 17% têm decisão firme e 13% o veem como “escolha do momento”.

Com 49% de seu eleitorado convicto, Fernando Haddad (PT) precisa fidelizar ainda 48% de seus apoiadores. É a “escolha do momento” para 15% dos que declaram voto nele e “preferência inicial” de 16%. Outros 17% revelam estar firmes, mas sem certeza.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas nos dias 22, 23 e 24 de setembro, em 126 municípios.

O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-04669/2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

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