Segunda-feira, 02 de novembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Mais de 1 milhão de abortos em cinco anos no Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nova orientação do papa Francisco é que só as mulheres arrependidas da prática sejam absolvidas. (Foto: Reprodução)

“Foi a pior coisa que eu já fiz. Matei uma vida.” É com essa frase que a costureira Cecília (nome fictício),  39 anos, resume a angústia que traz há sete anos após a realização de um aborto. A situação vivida pela mãe de duas adolescentes de um primeiro casamento que optou por interromper a terceira gestação – fruto de um relacionamento conturbado – se repetiu nos últimos cinco anos com pelo menos 1,1 milhão de mulheres entre 18 e 49 anos.

De acordo com os dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), divulgado no último dia 21 de agosto pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 2,1% das mulheres nesta faixa etária já interromperam uma gestação ao menos uma vez na vida. É por conta desse número que, apesar de alto, não reflete o total de mulheres que adotaram a prática (a pesquisa se baseou na resposta espontânea de perguntas feitas nos domicílios em 2013), que a coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, Rosangela Talib, afirma que a recomendação feita pelo papa Francisco trata-se de uma medida paliativa.

O papa Francisco anunciou que os padres de todo o mundo poderão conceder durante o ano do Jubileu (que começa em dezembro) o perdão às mulheres que abortaram e às pessoas que os realizaram.  “Isso não muda a forma como a Igreja pensa sobre o aborto. O que a gente clama é que ela entenda que a mulher escolhe o aborto não por prazer, mas por necessidade”, disse Rosangela, que destaca a orientação com duração de um ano. A orientação é que só as mulheres arrependidas da prática possam ter o pecado absolvido por um sacerdote.

Mas Cecília não se encaixa no perfil. Mesmo condenando sua prática, ela revela que se voltasse àquele novembro de 2008 tomaria a mesma decisão. “A gravidez causou um abalo psicológico e eu saí de mim”, conta a mulher, que viu a morte de perto na segunda vez que tomou os comprimidos abortivos comprados clandestinamente por uma amiga.
“Quando eu estava com quatro semanas, tomei um comprimido e coloquei outro internamente, mas não senti nada. Duas semanas depois eu repeti o procedimento e fui para o hospital com dores. Lá, eles fizeram a curetagem do feto que já estava sem coração”, contou. (DSP)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Dilma diz que não gosta da CPMF, mas que não afasta “nenhuma fonte de receita”
Saiba em que circunstâncias alguém pode ser algemado
Pode te interessar