Domingo, 24 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
14°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Mais de 20 juízes do Rio de Janeiro ameaçados por milicianos recebem escolta

Compartilhe esta notícia:

O acusado teria ocultado e dissimulado a origem, a destinação, a propriedade e a localização de ao menos R$ 2 milhões. (Foto: Reprodução)

Pelo menos 22 magistrados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro passaram a andar escoltados depois de receber ameaças de milicianos. A proteção da integridade dos juízes tem sido uma das tarefas da 1ª Vara Criminal Especializada no Combate ao Crime Organizado, criada em setembro de 2019.

As informações foram divulgadas pelo presidente do TJ-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, que elogiou a atuação da vara especializada durante entrevista sobre a ação que decretou prisão preventiva de 44 milicianos, incluindo policiais militares. Segundo o desembargador, novas varas especializadas podem ser criadas.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada do TJ-RJ, criada para receber apenas processos sobre organizações criminosas e lavagem de dinheiro. A vara conta com três juízes criminais, que podem, inclusive, assinar conjuntamente as sentenças.

Além de decretar a prisão de 44 dos 45 acusados, a Vara Especializada suspendeu as atividades funcionais dos policiais presos, com a consequente perda do porte de armas, inclusive dos aposentados, e de todas as prerrogativas do cargo.

“Essa operação se iniciou com um trabalho de Inteligência da Polícia Civil e do Ministério Público, e teve uma resposta rápida do Poder Judiciário, que prontamente expediu os mandados de prisão e de busca e apreensão. Estamos dando uma resposta rápida à sociedade, que não pode mais conviver com esse tipo de crime”, disse o desembargador Claudio de Mello Tavares.

Durante a entrevista, o presidente do TJ-RJ explicou que a operação é o primeiro grande caso da vara especializada e que, se houver necessidade, poderão ser criadas outras varas como essa.

Para Tavares, a operação foi bem-sucedida e ocorreu sem vazamentos no processo, que tramita em segredo de Justiça. Segundo o desembargador, os mandados foram entregues em mãos aos policiais militares e aos promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro.

“A milícia está se alastrando. É um câncer que a sociedade está enfrentando. O Judiciário vai agir com rigor. Ninguém teme ameaça. O Judiciário está agindo e está atento. Hoje, demos um golpe forte nos milicianos. Foi o primeiro grande passo da vara especializada”, afirmou.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A associação dos juízes federais vai ao Supremo contra a resolução do Conselho Nacional de Justiça sobre o uso de redes sociais pelos juízes
A Polícia Federal prendeu um promotor de Justiça do Rio acusado de receber propina de empresários de ônibus
Pode te interessar