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Brasil Mais de 43 milhões de brasileiros já se vacinaram contra gripe

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(Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Mais de 43 milhões de doses de vacinas contra a gripe foram aplicadas no Brasil até esta sexta-feira. Segundo o Ministério da Saúde, do total de doses oferecidas, 16 milhões foram em idosos, seis milhões em crianças e 2,6 milhões em profissionais de saúde.

A campanha nacional imunização foi encerrada no fim de maio. Mas, mesmo assim, houve orientação do Ministério da Saúde de que estados e municípios estendessem a vacinação enquanto houver doses disponíveis. A recomendação é para que a população consulte as informações locais para saber onde se vacinar.

A pasta aproveitou a celebração pelo Dia Mundial da Imunização para exortar a população a se vacinar contra a gripe. “A vacinação é fundamental antes da chegada do inverno, já que esta é a estação do ano com maior circulação dos vírus da Influenza”, observou o ministério.

Em relação ao coronavírus, até agora cerca de 22 milhões de doses da vacina bivalente foram aplicadas, de acordo com o ministério. “O imunizante é destinado a todos os brasileiros maiores de 18 anos que completaram o esquema vacinal primário com as duas doses. É necessário, no entanto, intervalo mínimo de quatro meses desde a administração da última dose”, salienta.

O ministério ressalta, ainda, que “tanto as ações de vacinação contra a gripe quanto as da covid-19 são parte do Movimento Nacional pela Vacinação, iniciado em fevereiro deste ano. O movimento é uma das prioridades do governo federal para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e o resgate da cultura de vacinação no país”.

Novas vacinas

Depois que a ciência deu demonstrações de alta capacidade para desenvolver vacinas em tempo recorde durante a pandemia de covid, podemos esperar muitas novidades para os próximos anos. “A pandemia foi uma grande catalisadora e aceleradora do desenvolvimento científico”, diz a microbiologista Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência. “Estamos colhendo frutos riquíssimos de todo esse processo, avanços que certamente vão servir para o combate a outras doenças.”

Uma das vozes mais atuantes em prol da informação e da conscientização durante a crise sanitária, Natalia Pasternak ressalta que é preciso, agora, um grande esforço de comunicação para que a sociedade não esqueça tudo o que aconteceu. “Temos que estar preparados para a próxima pandemia. Por isso, é importante manter a ciência no centro do debate, sem colocá-la de volta no lugar secundário que ocupava antes no noticiário.”

A próxima epidemia é tida como inevitável no meio científico – trata-se apenas de uma questão de tempo. No momento, os olhos estão mais voltados à gripe aviária, causada pelo vírus da influenza H5N1, que dá sinais de disseminação por muitas espécies, com variantes progressivamente mais agressivas. Isso aumenta o temor de que possa passar por mutações que viabilizem a invasão, com eficiência, das células humanas.

A boa notícia é que a ciência está muito mais preparada e atenta, a ponto de se antecipar às possíveis pandemias. “Já faz algum tempo que o Instituto Butantan trabalha em uma vacina para o H5N1”, conta a diretora médica Fernanda Boulos. Cepas do vírus foram enviadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o desenvolvimento de um produto que viesse a dar origem a uma possível vacina. “Já temos um potencial produto pronto para ir à fase pré-clínica. Se alcançar bons resultados, seguirá para a fase 1.”

Atualmente, o Butantan está com várias frentes simultâneas. Contra a covid, depois da vacina Coronavac, intensamente utilizada durante a pandemia, o instituto desenvolve uma alternativa, a Butanvac, com tecnologia diferente, a ser aplicada como reforço. Há ainda cinco estudos de vacina do Butantan em Fase 3, a última pré-registro: dois de influenza, dois de dengue e um de chikungunya.

Fernanda Boulos projeta que, num cenário de cinco anos, as vacinas contra dengue e chikungunya já estarão integradas ao programa nacional de vacinação, e tanto a Butanvac quanto a vacina tetravalente contra influenza estarão completamente finalizadas e aprovadas.

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