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Economia Mais de 70% das indústrias brasileiras estão com dificuldade para conseguir insumos e matérias-primas

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O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional da Indústria

Foto: José Paulo Lacerda/CNI
O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional da Indústria. (Foto: José Paulo Lacerda/CNI)

O setor industrial brasileiro continua com dificuldade para obter insumos e matérias-primas importados e nacionais, de acordo com um levantamento divulgado nesta sexta-feira (09) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Segundo a pesquisa, 73% das empresas da indústria geral e 72% das companhias de construção estão com dificuldade para obter insumos e matérias-primas produzidos no Brasil. Em novembro, no último estudo realizado, esse percentual era de 75% e 72%, respectivamente.

A dificuldade também aparece com as indústrias que importam insumos. De acordo com a pesquisa, 65% das companhias industriais que dependem de compras internacionais estão com dificuldade para conseguir insumos. No setor de construção, essa fatia sobe para 79%.

A pesquisa da CNI foi realizada com 1.782 empresas. “Essa desestruturação das cadeias produtivas ainda é resultado das enormes incertezas que a economia atravessou na primeira onda da pandemia. A compra de insumos pelas empresas foi cancelada e os estoques foram reduzidos, um movimento que atingiu praticamente todas as empresas das cadeias de produção”, afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

 “A rápida retomada da economia no segundo semestre de 2020 não pôde ser acompanhada no mesmo ritmo por todas as empresas, o que gerou dificuldades nos diversos elos da cadeia”, acrescentou.

A pesquisa ainda apurou que boa parte das empresas está encontrando entraves para atender aos pedidos dos clientes dada a dificuldade de obter insumos e matérias-primas.

Segundo o levantamento da CNI, 45% das empresas da indústria em geral afirmaram que não conseguiram dar conta da demanda de fevereiro. Na indústria da construção, esse percentual foi de 30%.

Para 37% das empresas, a situação só deve se normalizar nos próximos três meses; 42% acreditam em uma melhora no segundo semestre deste ano; e 14% projetam um cenário mais positivo no ano que vem.

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