Quinta-feira, 03 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Mais ricos estão concentrando cada vez mais renda no Brasil

Compartilhe esta notícia:

Estudo foi feito com base no Imposto de Renda

Foto: EBC
As novas regras valem para salários pagos desde janeiro deste ano. (Foto: EBC)

Pesquisa publicada no Observatório de Política Fiscal do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) com base no imposto de renda mostra que os mais ricos estão concentrando cada vez mais renda no Brasil. O estudo foi elaborado pelo economista colaborador Sérgio Wulff Gobetti, que não é integrante do Ibre/FGV.

Entre as evidências mais importantes da análise, destaca-se no período recente o crescimento da renda dos muito ricos a um ritmo duas a três vezes maior do que a média registrada por 95% dos brasileiros.

“O que, ao que tudo indica, a confirmar-se por estudos complementares, elevou o nível de concentração de renda no topo da pirâmide para um novo recorde histórico, depois de uma década de relativa estabilidade da desigualdade”, diz a pesquisa.

O levantamento divide os estratos em o milésimo (0,1%) mais rico, o 1% mais rico, os 5% mais ricos e os 95% restantes da população adulta (com 18 anos ou mais de idade). “E o que se vê é que, além dos mais ricos terem, em média, maior crescimento de renda do que a base da pirâmide, a performance é tanto maior quanto maior é o nível de riqueza”, conclui o pesquisador.

Ou seja, enquanto a maioria da população adulta teve um crescimento nominal médio de 33% em sua renda no período de cinco anos, marcado pela pandemia, a variação registrada pelos mais ricos foi de 51%, 67% e 87% nos estratos mais seletos. Entre os 15 mil milionários que compõe o 0,01% mais rico, o crescimento foi ainda maior: 96%.

Como resultado disso, a proporção do bolo apropriada pelos 1% mais rico da sociedade brasileira cresceu de 20,4% para 23,7% entre 2017 e 2022, mais de quatro quintos dessa concentração adicional de renda foi absorvida pelo milésimo mais rico, constituído por 153 mil adultos com renda média mensal de R$ 441 mil em 2022.

Os resultados da análise com base nos dados do imposto de renda servem de alerta sobre o processo de reconcentração de renda no Brasil e sobre os vetores que mais contribuem para isso: os rendimentos isentos ou subtributados que se destacam como fonte de remuneração principal entre os super ricos.

“Em resumo, ainda é cedo para avaliar se o aumento da concentração de renda no topo é fenômeno estrutural ou conjuntural, mas as evidências reunidas reforçam a necessidade de revisão das isenções tributárias atualmente concedidas pela legislação e que beneficiam especialmente os mais ricos”, finaliza o texto.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

3 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Maria Cristina Martins Nocchi
17 de janeiro de 2024 20:57

Nossa, o robozinho do carluxo metralha bolsonazi está descontrolado! Que te passa, minion patriotário? O carluxo não faz mais teste do sofá contigo? O diagnóstico da pesquisa só confirma o que a maioria dos brasileiros percebe no cotidiano. É o resultado das políticas ultraliberais do temeroso e do miliciano ladrão de jóias. Temer, depois do golpe contra Dilma, implantou a reforma trabalhista e o teto de gastos. Piorou a vida e os salários dos trabalhadores, mas enriqueceu os bancos e corretoras e donos da dívida pública, pois o teto não limita os gastos com os juros, que são o principal… Leia mais »

Andre Palo
17 de janeiro de 2024 17:19

PAI DOS POBRE…LULADRÃO NÃO PARA DE AUMENTAR A DESIGUALDADE SOCIAL:
Lula sanciona reajuste escalonado de —->> 19,25% para servidores/as do judiciário.

A partir desta segunda-feira (1º), o salário mínimo oficial será de R$ 1.412. O valor, que será pago a partir de fevereiro referente à folha de janeiro, é —->> 6,97% maior que o salário de R$ 1.320.

Somos 210 Milhoes de brasileiros….. 30 Milhoes declaram IR…..JÁ SOMOS UM PAIS SOCIALISTA/COMUNISTA/NAZISTA….

Maria Cristina Martins Nocchi
17 de janeiro de 2024 20:42

Parabéns ao desinteria temeroso e ao chefe de quadrilha familiar metralha bolsonazi fantoche dos EUA e dos generais.

Em Davos, na Suíça, presidente do Supremo defende debate sobre drogas e soberania da Amazônia
Rio Grande do Sul registra ao menos 729 mil pessoas sem energia elétrica por conta de temporais
Pode te interessar
3
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x