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Notícias Mais seguro, um novo modelo de tornozeleira eletrônica começa a ser colocado em presos da Região Central do Estado

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Primeiro lote do novo dispositivo contempla 50 unidades. (Foto: Divulgação/Susepe)

O Instituto Penal de Santa Maria iniciou nessa terça-feira a instalação do primeiro lote de novas tornozeleiras eletrônicas na 2ª DPR (Delegacia Regional Penitenciária). De acordo com o titular da unidade, Anderson Prochnow, serão substituídos ao menos 50 dispositivos.

“Fornecido pela empresa Geo Rastreamento, o equipamento conta com um material mais rígido, capaz de suporta 500 Kgf (quilograma- força), eliminando assim qualquer dúvida quanto ao rompimento intencional por parte do apenado”, garantiu a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) em seu site. “A bateria dura até 24 horas e é à prova d’água em até 50 metros [de profundidade]”.

A expectativa de conclusão de toda as trocas será até o fim de outubro. Atualmente, 144 pessoas privadas de liberdade são monitoradas eletronicamente na Região Central do Estado. “Isso possibilita o retorno do apenado e da apenada ao convívio familiar, de forma gradual”, enfatizou o delegado Prochnow.

Ainda de acordo com a Susepe, o equipamento tem um custo mensal de aluguel em torno de R$ 340, bem abaixo da despesa de manutenção para cada detento no regime fechado – em torno de R$ 4 mil por mês. O Instituto Penal de Monitoramento de Santa Maria funciona 24 horas por dia, sete dias por semana e está localizado na rua Izidoro Grassi (bairro Medianeira).

As suas instalações passaram por uma reforma completa, com recursos oriundos do Poder Judiciário, MP (Ministério Público) e Delegacia Penitenciária Regional, “proporcionando, assim, um aumento no número de monitorados e melhores condições de trabalho para os seus operadores”, diz a Superintendência. Toda a mão-de-obra utilizada nas obras de reforma foi de presidiários.

Sapucaia do Sul

Também nessa terça-feira, menos de 24 horas depois de informar que a Penitenciária Estadual de Sapucaia do Sul (Região Metropolitana de Porto Alegre) estava pronta para ser inaugurada em dezembro, a empresa de engenharia responsável pelas obras solicitou ao governo do Estado um prazo-extra de um mês para terminar o serviço.

Planejada para abrigar 600 apenados (sem contato com agentes penitenciários, o que amplia a segurança no local), a unidade tem recebido atenção especial por parte do Palácio Piratini, que aposta nas novas instalações para atender à demanda gerada pela polêmica manutenção de criminosos em viaturas policiais e delegacias de Polícia, de forma irregular.

Os motivos que embasaram o pedido de prorrogação ao governo do Estado estariam relacionados às instalações elétricas e hidráulicas do novo complexo. Isso porque essa parte da obra seria atribuição da CEEE e da Corsan, por exemplo.

(Marcello Campos)

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