Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020

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Brasil “Mais uma falha de segurança”, diz Carlos Bolsonaro sobre o suicídio de empresário na frente de ministro

Carlos Bolsonaro sempre causou polêmica nas redes sociais. (Foto: Agência Brasil)

O vereador do Rio Carlos Bolsonaro expressou preocupação com a segurança do pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), depois que um empresário se matou na frente do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, nesta quinta-feira (04). “Mais uma falha de segurança. Seria bom a segurança do presidente ficar mais atenta”, escreveu Carlos Bolsonaro, no Twitter, com menção a uma reportagem sobre o caso.

O gaúcho Sadi Gitz, empresário do setor de cerâmica, estava na plateia do “Simpósio de Oportunidades – Novo Cenário da Cadeia do Gás Natural em Sergipe”. Ele tirou a própria vida no intervalo entre o discurso do governador e o do ministro.

Em nota, o governo do Estado lamentou a morte do empresário e cancelou o evento. O perfil do governador no Instagram transmitia a sessão ao vivo. Na segunda-feira (01), Carlos Bolsonaro respondeu a uma postagem sobre a prisão de um militar da Aeronáutica com 39 quilos de cocaína na Espanha na semana passada (o segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, que integrava a equipe de apoio à comitiva presidencial). Na ocasião, afirmou que os homens do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) estão subordinados a algo “em que ele não acredita”.

O ministério, que funciona dentro do Palácio do Planalto, é comandado pelo general da reserva Augusto Heleno, um dos principais ministros da linha auxiliar de Bolsonaro. Depois do comentário de Carlos, o Planalto começou a agir para evitar que tais críticas do vereador se alastrassem como uma nova crise do governo.

Apesar do evidente incômodo entre os militares com as declarações do filho do presidente, oficialmente o silêncio foi adotado como medida de contenção de danos. O entendimento é que as manifestações de Carlos devem ser “desconsideradas” por se tratarem de “mais um episódio” do vereador, que tem um histórico de provocar desavenças no governo por meio de seus posicionamentos na internet. Questionado por um repórter sobre as críticas de Carlos , Bolsonaro encerrou abruptamente a entrevista coletiva na terça-feira (02). “Pergunta para ele” , disse.

Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), afirmou  que o pai não é “pautado” pelos filhos e que “a decisão é sempre do presidente”. Para o senador, tem sido exagerada a influência no governo atribuída ao irmão Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro.

“A decisão é sempre do presidente da República. Ele não ouve só o Carlos, só o Flávio. Ele ouve todo mundo e forma o juízo de valor. Vai falar que Jair Bolsonaro é pautado pelos filhos? Não é. Ele ouve todo mundo e toma suas decisões com muita tranquilidade”, disse Flávio.

Ele disse não ver como um fator de desestabilização as opiniões públicas de Carlos sobre o governo, emitidas quase sempre pelas redes sociais. “Não acho que desestabiliza o governo, não. Acho que dão muita importância, potencializam aquilo que ele coloca, que é opinião dele”, afirmou o senador.

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