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Notícias Manifestante radical filmada dentro do Palácio do Planalto dizendo que ia “pegar Xandão” já foi condenada por tráfico de drogas

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Ela também responde pelos crimes de estelionato e falsificação de documento público. (Foto: Reprodução)

Uma idosa que ficou conhecida nas redes sociais após aparecer em vídeo depredando o patrimônio público e ameaçando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) já tem antecedentes criminais por tráfico de drogas com envolvimento de menor de idade.

Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, de 67 anos, foi condenada em 2014 por tráfico de drogas. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) nesta sexta-feira (13). O processo está em segredo de Justiça.
Apesar de não constar nas listas de presos divulgadas pela polícia do Distrito Federal, ‘Fátima de Tubarão’, como ficou conhecida na web, também responde pelos crimes de estelionato e falsificação de documento público em outro processo, segundo o TJSC.

A imagem de Maria de Fátima viralizou após vídeo em que ela é exaltada: “Dona Fátima, de Tubarão, Santa Catarina, de 67 anos, tá quebrando tudo!”. Na sequência, ela dispara: “Vamos para a guerra. Vou pegar o Xandão agora!”.

Condenação

Maria de Fátima foi condenada por tráfico de drogas em 2014 em Tubarão. Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina descreve que ela foi descoberta enquanto vigiava uma residência onde havia a venda de entorpecentes.

A denúncia descreve que, por volta das 3h30 do dia do flagrante, os policiais viram Fátima sair de casa e varrer a calçada, falando em voz alta “vem pra vá que não tem ninguém”. Depois disso, um usuário se aproximou e perguntou a ela: “Tem?”, no que Fátima respondeu: “Tem.” Na sequência, um adolescente saiu da casa com pedras de crack para o comprador. A ação foi flagrada pela polícia.

Em depoimento, a idosa bolsonarista ainda argumentou que a casa dela havia sido invadida pelos usuários de drogas, já que ela alugava quartos do imóvel. Todavia, os policiais viram a participação dela no ato criminoso.

Em primeiro grau, a pena foi estabelecida em 4 anos, 6 meses e 13 dias de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de 454 dias-multa. Após recurso, no entanto, diminuiu para 3 anos, 10 meses e 20 dias, além de 388 dias-multa, em regime aberto. A prisão foi substituída por medidas restritivas de direitos.

Dona Fátima, como é agora conhecida, tem vários perfis nas redes sociais onde se apresenta como Fátima Mendonça e defende pautas bolsonaristas, como voto impresso e o fechamento ilegal de rodovias promovido após o segundo turno das eleições, em 2022.

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