Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Manifestantes protestam na Europa contra medidas impostas para conter o coronavírus

Compartilhe esta notícia:

Pessoas foram às ruas em diversos países, como Reino Unido, Suíça, Alemanha e Polônia. (Foto: Reprodução)

O sábado (16) foi marcado por manifestações de protesto contra as medidas de prevenção impostas para tentar conter a pandemia de covid-19 em várias cidades europeias. Juntos, militantes de extrema direita e de extrema esquerda contestaram as restrições e criticaram o que consideram um ataque às liberdades públicas.

Milhares de pessoas se reuniram nas ruas de Stuttgart (Alemanha), ultrapassando o limite 5 mil imposto para manifestações em tempos de pandemia na cidade alemã. A polícia teve que intervir e dispersar os participantes. A mesma cena foi vista em Munique, no Sul do país, onde cerca de mil pessoas – o máximo autorizado – se reuniram em um parque.

Protestos do gênero se multiplicam aos sábados na Alemanha desde o início de abril. O movimento, que ganha cada vez mais força, reúne uma mistura de militantes extremistas (de esquerda e de direita), mas também defensores das liberdades públicas, opositores às vacinas e antissemitas.

Todos denunciam o uso de máscaras de proteção e as restrições de movimento impostas após o confinamento.

Apoio

A mobilização conta com o apoio do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que tenta recuperar o terreno perdido durante o pico da fase de contaminação pelo coronavírus. A popularidade de chanceler Angela Merkel se reforçou no auge da pandemia em razão da gestão da crise no país, um dos menos atingidos pelo vírus na região. A chefe do governo disse que essas manifestações são “alarmantes”.

Na sexta-feira (15), um pacote com a imitação de uma lápide funerária foi colocado diante de um dos escritórios de Angela Merkel em Stralsund, no Norte do país. O objeto estava coberto com uma máscara respiratória e uma mensagem com os dizeres “Liberdade de opinião, de movimento e de reuniões”.

Suíça, Reino Unido e Polônia

Cerca de 200 pessoas também se reuniram no Hyde Park, no coração de Londres, em protesto contra o confinamento no Reino Unido. Pelo menos seis pessoas foram detidas, entre elas Piers Corbyn, o irmão do ex-líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn.

A polícia suíça também teve que dispersar manifestantes que se reuniram diante da sede do governo em Berna, na Suíça, para protestar contra as medidas de prevenção impostas no país. As autoridades proibiram qualquer tipo de evento público com mais de cinco pessoas.

Mas desde o início de maio, inúmeras convocações para protestos circulam em várias cidades suíças. Duas manifestações similares já foram realizadas na capital. Segundo a agência de notícias suíça ATS, menos de 300 pessoas participaram do evento desse sábado em Berna e algumas delas chegaram a ser presas. O mesmo cenário foi visto em Zurique e na Basileia.

Mas as principais cenas de violência foram registradas na Polônia, onde a polícia reprimiu com firmeza uma manifestação que criticava o governo.

Alegando que se tratava de um evento “ilegal”, as forças de ordem usaram bombas de gás lacrimogêneo contra os participantes que saíram às para denunciar as “violações dos direitos e liberdade cívicas” impostas como parte das medidas de prevenção à pandemia.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O ministro do Supremo Luís Roberto Barroso vetou a expulsão de diplomatas da Venezuela até o fim da calamidade do coronavírus
Dos quase 500 índios infectados pelo coronavírus no Brasil, 92 morreram
Pode te interessar