Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de outubro de 2015
A Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) avaliou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a Selic em 14,25% ao ano, anunciada na noite de quarta-feira (21). “A decisão é positiva, mas não será capaz de reverter a recessão sem precedentes na história recente. No curto prazo, o retorno a uma trajetória de crescimento passa por maior confiança dos agentes no futuro, o que exige uma solução para a crise política definitiva, e não a manutenção do impasse atual. No longo prazo, o Brasil precisará a fazer as reformas que posterga, mas cujo tempo chegou”, afirmou o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
Ele salientou também que, apesar de o Banco Central optar por favorecer o crescimento econômico, a taxa de inflação e suas expectativas sobre a economia ainda seguem se deteriorando. “Isso decorre da incapacidade do governo de corrigir as suas contas. A redução da meta de resultado primário novamente, se ocorrer, praticamente determinará a perda do grau de investimento. Uma diminuição futura de juros, de forma permanente, passa por realizar definitivamente o ajuste fiscal”, argumentou Müller.