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Variedades Marcela McGowan lança livro sobre sexualidade feminina: “Um marco de liberdade”

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Autora do "Senta que nem Moça", médica e apresentadora fala sobre o processo de escrita e namoro com Luiza

Foto: Reprodução/Instagram
Autora do ‘Senta que nem Moça’, médica e apresentadora fala sobre o processo de escrita e namoro com Luiza. (Foto: Reprodução/Instagram)

Marcela McGowan, de 32 anos, é ginecologista e obstetra, apresentadora e, agora, escritora. A ex-BBB lançou na última semana o livro “Senta que nem Moça – Um Guia Descomplicado Sobre Sexualidade e Prazer”, que esgotou em menos de uma hora na pré-venda.

Apesar da propriedade para falar do assunto, Marcela diz que nem sempre acreditou em si mesma. “Já tinha esse sonho, mas era muito distante. Quando saí do BBB, amadureci mais a ideia. Entendi que construí meu público super bem, com pessoas buscando informações”, diz.

Marcela agora é vista como uma referência no tema, levando debates ao público principalmente no Instagram, onde tem mais de seis milhões de seguidores. “Eu já entendia que era um assunto com o qual poucas pessoas trabalhavam e que havia essa necessidade de falarmos sobre sexualidade, principalmente desconstruindo a lógica heteronormativa e machista”, avalia.

“Quando saí do programa, fiquei bem chocada com o tanto de coisas que aconteceram [episódios considerados machistas] e fui entendendo aos poucos que existia esse espaço, não para ser referência, mas para centralizar informações de maneira segura. O maior presente que o BBB me deu foi a visibilidade para eu seguir com o trabalho que eu acho importante”, afirma.

O processo de escrita não foi fácil. Marcela chegou a desistir e se sentir culpada ao procrastinar em seu novo desafio. Além disso, adaptar a linguagem médica para que todos pudessem entender lhe rendeu trabalho triplo.

“Comecei em julho do ano passado e teve um momento em que falei que não daria conta. Retomei em novembro, e foram oito meses de escrita contínua. Achava que seria tão fácil quanto comunicar oralmente, já que eu gosto muito de conversar na internet. Em vários momentos eu falei ‘o que eu fui inventar?’ (risos). E ficava no meu inconsciente. Nunca ficava relaxada. Pensava ‘eu deveria estar escrevendo ou estudando para o livro. Não foi um processo tranquilo, mas foi muito gratificante”, detalha.

“Como o livro tem referências, tentei passar de uma maneira fácil para as pessoas entenderem. Tem que ser um conteúdo denso, mas que qualquer um consiga acompanhar. Eu e a editora revisamos a adaptação de linguagem três vezes. Foi um desafio porque, como médica, queria dar aula, mas não podia jogar as informações técnicas”, explica.

“A gente vive uma revolução do prazer feminino em foco. Não se falava disso há algum tempo, e agora virou uma avalanche”, comemora ela.

“Pra mim, é mais um marco de liberdade. Sempre me senti livre para fazer minhas escolhas. Meu relacionamento também foi um grito para mim, posso viver pela primeira vez sem medo. Ou mesmo com medo [dos ataques homofóbicos], viver sem restrições. Fazer um livro com um tema que é libertador para tantas mulheres, que também foi pra mim, é muito significativo. Tudo que fiz nos últimos três anos foi para isso, e o Big Brother acabou de derrubar essa porta para mim. Falei ‘agora eu vou realmente deixar para trás qualquer coisa que me prenda e vou realmente usar minha voz o máximo que eu puder’”, desabafa.

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