Quinta-feira, 27 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Marcelo Castro vai ao Planalto e não consegue reunião com Michel Temer

Compartilhe esta notícia:

Ex-ministro de Dilma será candidato do PMDB à presidência da Câmara. (foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Escolhido pela maioria da bancada do PMDB para disputar a presidência da Câmara, o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) disse nesta terça-feira (12) que foi até o Palácio do Planalto para pedir uma audiência com o presidente em exercício da República, Michel Temer, mas não foi recebido.

Ele disse que se reuniu com o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que o informou que Temer estava ocupado, em reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A candidatura de Marcelo Castro ao comando da Câmara gerou desconforto no Planalto, porque, embora seja do PMDB, ele é visto como nome de oposição a Temer, já que votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Fui ao Planalto para falar com o Geddel, para discutir toda a situação, e para pedir uma audiência com Michel Temer. Eu pedi audiência, mas ele estava reunido com o presidente do Senado e vários ministros, tratando de assuntos muito importantes, porque estamos chegando ao final da sessão parlamentar. Geddel ficou de conversar com ele e avisar quando tivesse vaga”, disse Marcelo Castro.

Questionado se a eleição para presidência da Câmara não seria motivo suficiente para Temer abrir espaço na agenda, o deputado do Piauí disse: “É importante que o candidato do PMDB converse com o presidente, que é do PMDB, até para tranquiliza-lo de que não vou usar o fato de ser do partido do presidente para pedir votos.”

Segundo a Presidência, Temer não recebeu Marcelo Castro nesta terça porque não houve pedido formal por parte do deputado para que houvesse o encontro.

Além disso, informou o Planalto, o presidente em exercício estava em uma reunião ministerial com o Núcleo Social do governo e, em razão dessa agenda, Temer não pode receber Castro.

Apoio do PT
Partidos de oposição, como o PT, PDT e PCdoB, avaliam apoiar Marcelo Castro numa estratégia para enfraquecer a base aliada do presidente da República em exercício. O deputado do PMDB admitiu que trabalha para conquistar esses votos e afirmou que pretende promover um clima de “paz” na Câmara.

“Torço muito por isso [apoio da oposição]. Se o PT me apoiar, vai ser importante para que a gente saia vitorioso. Não sou candidato anti-Cunha. Sou candidato a favor da Câmara. A Câmara está precisando de paz, harmonia, tranquilidade, estabilidade, para criar clima favorável para votar reformas importantes ao país”, afirmou.

Além de ter sido contrário ao impeachment, Marcelo Castro é desafeto de Cunha, com quem rompeu politicamente em 2015, após ter sido desautorizado pelo agora ex-presidente da Câmara nas negociações para votar um projeto de reforma política.

À época, o deputado do Piauí presidia a comissão especial criada na Casa para tratar das mudanças nas regras políticas e eleitorais. Contrariado com as propostas elaboradas sob o comando de Castro, o deputado do Rio cancelou a votação do relatório final da reforma política no colegiado e levou o assunto à votação diretamente no plenário da Casa
Centrão.

A eleição pela presidência da Câmara já conta com 14 candidatos registrados, entre os quais alguns de partidos do “Centrão”, como Rogério Rosso (PSD-DF) e Carlos Manato (SD-ES).

Portanto, a disputa dentro da base de Temer está fragmentada. A preocupação dos aliados de Temer é que oposição se una em torno do nome de Marcelo Castro e viabilize a vitória de um peemedebista que não é próximo do presidente em exercício da República.

“Se a oposição e parte do PMDB apoiarem o Marcelo Castro, ele vai ao segundo turno. E no segundo turno, pode ganhar o apoio de partidos menores que se declaram contrários a Cunha. É uma preocupação”, disse à reportagem um dos candidatos do “Centrão”.

Candidato do PRB à presidência da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP) avalia que, com o apoio do PT e de parte do PMDB, Marcelo Castro poderá chegar em primeiro lugar ao segundo turno da disputa. Ele afirma, porém, acreditar que o “Centrão” acabará vencendo na segunda votação.

“Não acho que o Marcelo Castro consiga 257 votos para se eleger no primeiro turno. Então teremos dois turnos. E as forças vão se aglutinar no segundo turno. Entre os partidos do “Centrão” é difícil saber quem irá para o segundo turno. Mas o Marcelo Castro, possivelmente, estará no segundo turno”, disse Mansur, que é aliado de Temer. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Governo vai liberar 100 milhões de reais para concluir etapa de ponte sobre Rio Guaíba
Câmara aprova “recesso branco” de duas semanas a partir de segunda
Pode te interessar