Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Brasil Marcelo Odebrecht deu uma palestra em sigilo na Fundação Getulio Vargas

A palestra de Marcelo é a segunda etapa de um programa de imersão, que teve no início do mês uma visita dos alunos à sede da Odebrecht. (Foto: Reprodução/EBC)

Um mês após sair da prisão que cumpriu por envolvimento no maior escândalo de corrupção do País, Marcelo Odebrecht foi à FGV (Fundação Getulio Vargas), na terça-feira (15), para dar uma palestra aos alunos sobre compliance, palavra que a Operação Lava-Jato tornou conhecida e indica boas práticas corporativas para cumprimento das leis.

A apresentação, realizada no prédio da FGV, em São Paulo, começou às 11h e deveria durar o tempo normal de uma aula — pouco mais de uma hora e meia —, mas excedeu o limite e teve de ser interrompida às 13h05min, tamanho foi o interesse dos alunos de graduação da tradicional escola de negócios pela história de Marcelo Odebrecht.

Houve disputa entre os jovens estudantes de administração pública e privada para conseguir uma vaga na palestra do empresário que comandou a maior empreiteira do país, foi preso e viu o conglomerado da família entrar em uma recuperação judicial com dívidas de R$ 98,5 bilhões.

Nada do que Marcelo disse foi reproduzido. Nem mesmo o jornal interno da FGV noticiou o fato, segundo a professora. Os alunos não o questionaram sobre tornozeleira eletrônica ou aspectos íntimos da prisão.

O contexto era um curso de compliance que se inspirou no livro “Why They Do It: Inside the Mind of the White-Collar Criminal”, do professor da Harvard Business School Eugene Soltes, que explora os motivos pelos quais os criminosos de colarinho branco agem, abordando casos emblemáticos como o do financista Bernie Madoff.

A palestra de Marcelo é a segunda etapa de um programa de imersão, que teve no início do mês uma visita dos alunos à sede da Odebrecht. A aula prática aconteceu em uma semana agitada, enquanto a Caixa Econômica Federal pedia à Justiça decretação de falência do conglomerado e outros credores contestavam o plano de recuperação judicial.

 

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