Sábado, 09 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
13°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Marfrig, a segunda maior empresa do setor de carnes do País, avança no espaço aberto pela JBS/Friboi

Compartilhe esta notícia:

Gado para abate da Marfrig, que antecipou seu plano de expansão após crise da JBS. (Foto: Gastão Guedes/Divulgação)

Em 2015, a Marfrig, segunda maior empresa do setor de carnes no País, fez um plano: iria encolher para voltar a crescer apenas lá por 2018.

Mas a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que abalou seus concorrentes, e a crise na JBS anteciparam seu projeto. Enquanto outras empresas encolheram, a Marfrig acaba de reabrir cinco frigoríficos para praticamente dobrar sua produção.

A Marfrig, que é dona de marcas de carnes como Bassi e Montana, voltou a operar nos municípios de Nova Xavantina (MT), Pirenópolis (GO), Paranaíba (MS), Alegrete (RS) e Ji-Paraná (RO).

A companhia começou 2017 com capacidade de abate de 170 mil cabeças de gado por mês. Com a expansão, calcula que terminará o ano com capacidade de 300 mil cabeças por mês. A estimativa de geração de empregos é de 4.500 vagas.

Além das novas unidades, a empresa decidiu abrir um segundo turno de operação da unidade de Mineiros (GO) e concluiu na última quinta-feira (19) o arrendamento de um frigorífico em Pontes e Lacerda (MT), ainda sem prazo de abertura definido.

O presidente da companhia, Martin Secco, diz que o atual projeto de expansão é anterior aos eventos que abalaram seus principais concorrentes neste ano.

Parte da ampliação de capacidade corresponde a um resgate de cinco fábricas que haviam sido fechadas em 2015, num momento de baixa oferta de gado.

A reabertura era projetada inicialmente para o fim deste ano ou para 2018. Mas, com o cenário que surpreendeu o mercado em 2017, os planos se anteciparam, permitindo uma reabertura em 90 dias, tempo considerado recorde.

Turbulências

Em março, com a Operação Carne Fraca, os frigoríficos BRF e JBS estavam na mira, mas a Marfrig não foi citada.

O novelo em que se enrolou a JBS depois que veio à tona a delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista, em maio, deixou sequelas ainda imensuráveis na gigante do setor. Na última terça-feira (17) a JBS anunciou a paralisação das atividades de compra e abate de carne bovina em suas sete unidades em Mato Grosso do Sul – a decisão foi revertida na sexta (20), mas sinaliza a instabilidade a que estão submetidos os negócios da empresa.

Questionado, Secco evita fazer associação direta entre o crescimento da Marfrig e as dificuldades da JBS, mas seus cálculos sinalizam uma correlação. “Nós crescemos 25%, mas o volume de abate nacional não mudou”, diz.

Segundo o executivo, o mercado como um todo mudou em abril, após a Carne Fraca. “Veio uma indefinição, com fortes dificuldades durante duas ou três semanas.”

Em junho, o setor sofreu mais um golpe, quando os EUA anunciaram a suspensão das importações de carne bovina “in natura” do Brasil devido aos abcessos provocados pela vacinação dos animais contra febre aftosa.

A Carne Fraca foi vista no início como uma avalanche para todo o setor, influenciando preços internos e o volume exportado, com o fechamento de alguns mercados externos. Meses depois, porém, o aumento da oferta de gado se transformou num acelerador para as reinaugurações da Marfrig.

O retorno dessas unidades deve vir em cerca de 12 meses, pelas expectativas da companhia, que conta com a recuperação econômica e aguarda a reabertura do mercado americano de carne ainda neste ano.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Avianca amplia em 20% a oferta de assentos em Passo Fundo
Menino de 1 ano prende panela na cabeça e é socorrido por bombeiros
Pode te interessar