Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2017
Indicada para dar novo rumo a uma instituição que a oposição ao governo Dilma se acostumou a chamar de “caixa-preta”, Maria Silvia Bastos Marques deu início a uma guinada estratégica no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) durante gestão de um ano.
Logo após assumir, suspendeu a liberação de 4,7 bilhões de dólares a empresas investigadas pela Operação Lava-Jato, referentes a 25 contratos de financiamento à exportação de serviços, a maior parte para países das Américas do Sul e Central.
A decisão respondia à recomendação da AGU (Advocacia-Geral da União), mas também atendeu a críticas sobre o favorecimento das empreiteiras e de países alinhados com a política externa dos governos petistas.
A política para o segmento foi revista, e os contratos, reavaliados, considerando os impactos para o país e o risco do banco em cada projeto.
Ela defendeu um BNDES mais “seletivo” nos financiamentos e com um papel mais focado na coordenação do que na concessão de crédito para o novo programa de concessões elaborado pelo governo Temer.
Nesse sentido, reduziu os financiamentos reajustados pela TJLP (taxa de juros de longo prazo, mais baixa do que as cobradas pelo mercado), com o argumento de que é necessário atrair bancos privados para o crédito de longo prazo no País e liberar o dinheiro mais barato para projetos com viés de sustentabilidade ambiental e inovação.
O distanciamento com relação às políticas de seus antecessores se ampliou com a decisão de acabar com empréstimos-ponte concedidos a empresas enquanto o banco fazia a análise dos financiamentos de longo prazo e com a devolução antecipada de 100 bilhões de reais ao Tesouro.
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