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Brasil Marina Silva disse que jamais teria apoiado Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial de 2014 se soubesse das informações que seriam reveladas pela Operação Lava-Jato

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Em terceiro lugar no primeiro turno, a ex-senadora (D) apoiou o candidato tucano contra Dilma. (Foto: Reprodução)

A ex-senadora Marina Silva (Rede), pré-candidata à Presidência da República pela Rede, disse que jamais teria apoiado o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno da corrida presidencial de 2014, se tivesse conhecimento das informações reveladas pela Operação Lava-Jato. “Não tenho compromisso com o erro de absolutamente ninguém”, declarou após participar de um debate entre presidenciáveis em São Paulo”.

Ela também negou que pudesse ter suspeitado da conduta do parlamentar tucano, em 2014. “A Lava-Jato estava iniciando os seus processos e ainda não se sabia de tudo o que acabou sendo revelado, como o caso da JBS/Friboi”, reiterou. Naquele ano, concorrendo pelo PSB, Marina (tendo como vice o gaúcho Beto Albuquerque) ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 21,32%, e então decidiu apoiar Aécio.

A ex-senadora tangenciou ao ser questionada se havia, de sua parte, algum arrependimento por ter apoiado o adversário da petista Dilma Rousseff naquele pleito. “Eu não teria nem mesmo votado nele, mas diferentemente daqueles que hoje estão juntos para acabar com a Lava-Jato, eu apoio integralmente a Operação”, assegurou, em uma crítica velada ao PT, PSDB, PMDB e Democratas.

Marina garantiu, ainda, ter sugerido ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que levasse Aécio ao Conselho de Ética do Senado, “diferentemente daqueles que até fizeram cartas para que ele não fosse afastado de seu mandato”.

Ainda sobre Aécio e a dificuldade de atrair votos da esquerda depois do apoio ao tucano, Marina afirmou que o eleitor é “livre para votar em quem ele acredita”. “Não fico presa nestes rótulos de esquerda e direita, quero ficar à frente”, disse.

Bolsonaro

A ex-senadora se mostrou contrária à ideia de se formar uma frente partidária para evitar que Jair Bolsonaro (PSL) chegue ao segundo turno. O deputado federal de direita lidera as pesquisas nos cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O grande problema desta eleição é sempre essa polarização de se unir para ser contra ‘A’ ou ‘B’. Eu quero unir as pessoas para serem a favor do Brasil, assim evitaremos os projetos que tenham a lógica do ‘rouba mas faz’, esse tipo de coisa, ressaltou.

Fundadora da Rede, um partido que tem só dois deputados federais, Marina argumentou que a sua capacidade de unir e governar não deve ser medida pelo tamanho da bancada. “Se isso fosse documento, Dilma não teria sido cassada e o Temer teria feitos as reformas que quer”, comparou. “Vamos sair do presidencialismo de coalizão, do toma-lá-dá-cá, do aliciamento de votos, e vamos para um presidencialismo de proposição.”

Joaquim Barbosa

Indagada sobre a alegada falta de traquejo político do presidenciável e ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (PSB), Marina disse que ele “tem direito de entrar na política, mas obviamente temos que ir acompanhando o desempenho de cada um no processo eleitoral”.

Marina também garantiu que não pretende recorrer à Justiça para participar de debates e conta com o espírito democrático dos adversários. Como o Rede tem menos de cinco deputados, é necessária a concordância de, pelo menos, dois terços deles.

“Se os adversários entenderem que devem me vetar, eles já me vetaram quando aprovaram uma lei que me dá só dez segundos de tempo na TV, quando deram quase meio bilhão para eles e 5% do que eles ganham para a minha campanha. Eu sei que tem muitos candidatos comprometidos com a democracia. Vamos verificar quem é de fato e quem não é”, finalizou.

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