Sábado, 26 de Setembro de 2020

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Brasil Marina Silva foi a candidata mais interrompida em entrevista ao Jornal Nacional

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A questão que mais causou interrupções, no caso da candidata, recaiu sobre as coligações de seu partido, a Rede, com outras legendas, em particular nas eleições estaduais. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Na série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República, Willian Bonner e Renata Vasconcellos, editores e apresentadores do Jornal Nacional, da TV Globo, ocuparam em média mais de um terço dos 27 minutos dados a cada candidato. A TV Globo convidou Marina Silva (Rede), na quinta-feira (30), Geraldo Alckmin (PSDB), quarta-feira (29), Jair Bolsonaro (PSL), terça-feira (28), e Ciro Gomes (PDT), na segunda-feira (27).

Única mulher entre os candidatos, a ex-ministra foi interrompida mais vezes pelos jornalistas da Globo. Foram 26 cortes enquanto Marina falava. Foi seguida por Geraldo Alckmin (PSDB), com 19, Ciro Gomes (PDT), 17 e Jair Bolsonaro (PSL), 15.

O levantamento considerou como interrupção quando o candidato, ou os entrevistadores, não conseguiram finalizar seu raciocínio porque foram cortados. Falas que prosseguiram até a conclusão, ignorando a tentativa de interrupção, com interlocutores falando ao mesmo tempo, foram consideradas finalizadas.

Das 26 interrupções na fala de Marina, 16 foram feitas por Bonner e 10 por Renata Vasconcellos. Em média, a jornalista que divide a bancada do jornal foi quem menos falou durante as entrevistas, ocupou 13,3% do tempo. Bonner falou cerca 27,6% do tempo das entrevistas. O tempo utilizado por Marina Silva, durante os 27 minutos regulares nas quatro noites de exibição, foi similar ao dos outros candidatos.

Marina falou por 16 minutos e 42 segundo, em contagem realizada pela Folha; Bolsonaro ficou com 16 minutos e 22 segundos; Alckmin usou 16 minutos e 43 segundos em suas respostas; Ciro Gomes, 15 minutos e 39 segundos.

A questão que mais causou interrupções, no caso da candidata, recaiu sobre as coligações de seu partido, a Rede, com outras legendas, em particular nas eleições estaduais. Para os jornalistas, as coligações com PT, PSDB e PMDB tornam contraditórias antigas críticas de Marina a respeito das alianças políticas. Ela se defendeu dizendo que “pessoas boas têm em todos os partidos”.

 

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