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Mundo Marine Le Pen confirma candidatura à Presidência da França em 2027 após decisão judicial

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Líder da direita radical tem esperança que recurso contra a sentença lhe permitirá fazer campanha sem a tornozeleira.

Foto: Reprodução
Líder da direita radical tem esperança que recurso contra a sentença lhe permitirá fazer campanha sem a tornozeleira. (Foto: Reprodução)

A líder da direita radical francesa, Marine Le Pen, confirmou nesta terça-feira (7) que disputará a eleição presidencial da França em 2027, após recuperar o direito de concorrer ao cargo em decisão do Tribunal de Apelação de Paris. Embora a Corte tenha mantido sua condenação por desvio de fundos públicos europeus, reduziu a pena de inelegibilidade imposta à política, de 57 anos.

A sentença também determinou que Le Pen utilize uma tornozeleira eletrônica durante um ano. Apesar da medida, a líder do partido Reunião Nacional (RN) afirmou que recorrerá da decisão e espera suspender a aplicação da pena para poder fazer campanha sem restrições.

“Esta noite sou candidata à eleição presidencial”, declarou Marine Le Pen em entrevista à emissora francesa TF1, ao confirmar sua intenção de disputar o Palácio do Eliseu pela quarta vez.

Na semana passada, a política havia afirmado que só entraria na corrida eleitoral caso pudesse fazer campanha “livremente”, sem a necessidade de solicitar autorização judicial para realizar deslocamentos, condição que seria dificultada pelo uso da tornozeleira eletrônica.

No entanto, Le Pen mudou de posição após se reunir, nesta terça-feira, com os principais dirigentes do Reunião Nacional, entre eles o presidente da legenda, Jordan Bardella. Cotado para substituí-la caso permanecesse impedida de disputar a eleição, Bardella continuará como principal aliado da líder da direita radical e deverá ser indicado para o cargo de primeiro-ministro caso ela vença a eleição presidencial.

Na cidade de Hénin-Beaumont, reduto eleitoral de Marine Le Pen no norte da França, apoiadores demonstraram apoio à candidatura mesmo diante das restrições impostas pela Justiça.

A decisão judicial marca o início da disputa para a eleição presidencial marcada para os dias 18 de abril e 2 de maio de 2027. O atual presidente francês, Emmanuel Macron, não poderá concorrer a um novo mandato, já que a Constituição francesa limita o chefe de Estado a dois mandatos consecutivos.

Filha de Jean-Marie Le Pen, fundador da antiga Frente Nacional e uma das principais figuras da extrema direita francesa, Marine disputará sua quarta eleição presidencial. Ela foi derrotada por Emmanuel Macron nos segundos turnos das eleições de 2017 e 2022, mas chega à próxima disputa em um cenário considerado mais favorável por analistas políticos.

As pesquisas de intenção de voto colocam tanto Marine Le Pen quanto Jordan Bardella na liderança da corrida presidencial. Embora Bardella apareça com índices que chegam a 37% em alguns levantamentos, Le Pen também figura entre os principais nomes da disputa, à frente de possíveis candidatos de centro-direita, como os ex-primeiros-ministros Édouard Philippe e Gabriel Attal, além do líder da esquerda, Jean-Luc Mélenchon.

A confirmação da candidatura provocou reações entre adversários políticos. Em publicação na rede social X, Mélenchon afirmou que seu objetivo continua sendo impedir a chegada do Reunião Nacional ao poder. “Nosso objetivo é livrar o país do RN. Nada mudou, seja qual for a candidatura”, escreveu.

Enquanto Emmanuel Macron evitou comentar a decisão judicial, Gabriel Attal questionou a possibilidade de uma candidata condenada disputar a Presidência. Já o partido conservador Os Republicanos (LR) acusou Marine Le Pen de “tomar a democracia como refém” ao insistir em sua candidatura mesmo após a condenação.

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