Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2017
Em sua delação premiada, João Santana afirmou ao MPF (Ministério Público Federal) que negociou com Delcídio do Amaral na sauna da casa do político, em Campo Grande (MS), em 2002. Delcídio à época ainda era secretário de Infraestrutura do Mato Grosso do Sul, filiado ao PT. Ele foi senador de 2003 até 2016, quando teve seu mandato cassado.
“Durante a negociação, na casa de Delcídio do Amaral, João Santana foi convidado, de forma inusitada, a conversar dentro da sauna, pois claramente Delcídio visava preservar informações quanto a valores e forma de pagamento”, diz trecho do resumo da colaboração do publicitário.
O marqueteiro relatou ao MPF que dentro da sauna disse ao candidato que sua mulher, Monica Moura, era a única pessoa que poderia discutir questões de pagamento, pois ele só cuidava das áreas criativa e estratégica.
Ainda de acordo com a versão do casal, Delcídio exigiu como condição para assinar um contrato que parte do pagamento fosse por transferência em conta no exterior, por não ter como justificar o valor para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A quantia acertada foi de 4 milhões de reais, sendo 2 milhões de reais declarados e 2 milhões de reais em uma transferência em contas no exterior, de uma offshore, localizada em paraíso fiscal, para outra na Suíça.
Segundo a delação, o pagamento foi efetuado logo após o término da campanha, em outubro ou novembro de 2002.
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