Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de maio de 2017
A ex-marqueteira do PT Monica Moura afirmou, em sua delação premiada, que as campanhas em que atuou no exterior renderam pouco mais de 53 milhões de dólares, pagos “por fora” por candidatos e empreiteiras. Em valores atuais, a quantia equivale a aproximadamente 166 milhões de reais.
Nos anexos do acordo de colaboração, onde o delator entrega provas e fornece detalhes sobre determinados assuntos, a ex-marqueteira diz que recebeu dinheiro em espécie, não contabilizado, em campanhas presidenciais em Angola (20 milhões de dólares), Venezuela (o mesmo valor), Panamá (11,4 milhões de dólares) e El Salvador (2 milhões de dólares).
Nessa quinta-feira, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a retirada do sigilo das delações premiadas do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Os dois são investigados por indícios de terem recebido dinheiro de caixa 2 por trabalhos em campanhas eleitorais. O ministro também retirou o sigilo da delação de André Luis Reis Santana, funcionário do casal.
Ela afirma nos anexos que ela e seu marido, o também marqueteiro João Santana, decidiram trabalhar nas campanhas de Angola, El Salvador e Panamá a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todos os candidatos para os quais o marqueteiros trabalharam tinham afinidades políticas com Lula. Procurada, a assessoria do Instituto Lula afirmou: “Não vamos comentar declarações de pessoas que buscam benefícios judiciais. Delações, conforme a legislação brasileira, não são provas”.
Os comentários estão desativados.