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Geral Massa de ar quente causa calor extremo na Patagônia da Argentina

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A principal causa do calor é realmente a massa de ar quente que atravessou a Cordilheira dos Andes e agora, está atuando sobre essa região da Patagônia. (Foto: Nahuel Huapi/Argentina/iStock)

Uma massa de ar quente, que atuava no Chile, avançou em direção a Patagônia da Argentina e deixou o tempo muito quente na região. Foram registradas temperaturas muito elevadas, com recordes de calor em algumas áreas.

Recordes de temperatura

A principal causa do calor é realmente a massa de ar quente que atravessou a Cordilheira dos Andes e agora, está atuando sobre essa região da Patagônia.

Porém, quando o vento desce as montanhas ele acaba aquecendo mais, devido a compressão do ar, o que contribui para que fique ainda mais quente.

De acordo com o Robson Miranda, meteorologista da Climatempo, é normal ter a passagem dessas massas de ar, mas, essa última vinda do Chile, foi realmente mais quente do que normal, quase batendo o recorde de dezembro em algumas áreas.

As maiores temperaturas foram registradas na última segunda-feira, dia 06 de dezembro. Em El Bolsón, Río Negro a máxima registrada foi 37,3ºC, ultrapassando o recorde do mês, que era de 37ºC. Em Paso de Indios a máxima foi 35,9ºC e em San Antonio Oeste fez 35ºC. Valores acima dos 30ºC foram registrados, inclusive, no período da noite.

Gangorra nas temperaturas

Nesta terça-feira (7), as temperaturas começaram a diminuir. O encontro da massa de ar quente, com a formação de uma área de baixa pressão e a passagem de uma frente fria, vão contribuir para formação de nuvens carregadas que vão espalhar fortes temporais sobre a Patagônia.

Entretanto, a região vai viver uma gangorra nas temperaturas nos próximos dias. Após a passagem dos sistemas que vão ajudar a aliviar o calor, as temperaturas sobem novamente.

Porém, já está prevista a formação de um ciclone extratropical no sul da Argentina, pegando toda a Patagônia, com previsão para a volta de temporais e vendavais na região a partir da sexta-feira, dia 10. Sendo assim, a temperatura tende a cair mais uma vez.

Falta de chuvas no Brasil

No Brasil, o mercado voltou a apontar alta de preço do milho que impulsionam as exportações, mas o clima adverso preocupa no Rio Grande do Sul. As chuvas em novembro foram abaixo do normal e para dezembro a previsão do tempo não é animadora. Algumas áreas já apresentam perdas. A seca pode prejudicar a fase da cultura, como polinização e pendoamento.

“Aqui na região norte e central do Rio Grande do Sul, a situação é crítica porque não chove de forma significativa já faz uns 40 dias e a planta nasce e morre neste estágio vegetativo. Não há umidade suficiente e precisamos de uma boa chuva”, comenta a produtora Grazi Camargo

Nos últimos sete dias, a chuva mais intensa concentrou-se sobre o Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Por outro lado, a Região Sul passou por mais uma semana com tempo seco e grande amplitude térmica. O estacionamento da chuva sobre o centro e norte do Brasil há um mês já traz consequências ao milho.

De acordo com a Conab, o excesso de nebulosidade prejudica lavouras no centro e norte dos Estados de Goiás e de Mato Grosso. Por outro lado, já há penalização da produtividade pela falta de chuva nas regiões geográficas intermediárias de Santa Maria e de Santa Cruz do Sul-Lajeado, no Rio Grande do Sul, e nas regiões geográficas imediatas de Foz do Iguaçu, Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Umuarama, Loanda, Paranavaí, Cianorte e Campo Mourão. De acordo com a Emater, a região de Ijuí também sente os efeitos da diminuição da chuva com perda de 40% do potencial produtivo. As informações são da Climatempo.

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