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Música MC Pedrinho “está em depressão” após veto a shows, diz empresário

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Cantor foi proibido de cantar músicas com apelo erótico. (Foto: Reprodução)

O cantor MC Pedrinho tem 13 anos, 35 milhões de visualizações no YouTube e é ídolo do funk paulista, mas “está em depressão, não quer ir para escola, nem sair do quarto”. Quem descreve o atual estado do garoto é seu empresário, Juninho Love, da GR6 Eventos. Tudo porque Pedrinho foi proibido pela Justiça de fazer shows. O motivo para o veto são letras consideradas de “alto teor de erotismo, pornografia, e palavras de baixo calão, incompatíveis com a condição peculiar da pessoa em desenvolvimento”. Se o jovem artista desobedecer a liminar, terá de pagar 50 mil reais em multa.

Além disso, a Vara da Infância e da Juventude determinou a retirada de todo conteúdo relacionado ao MC das redes sociais. O perfil de Pedrinho no Facebook, que tinha mais de 600 mil fãs, saiu do ar. Pouco antes, o cantor tinha postado: “O que eu conquistei só Deus vai poder tirar de mim!”.

De acordo com Juninho Love, advogados planejam recorrer e explicar que os versos com palavrões e sexo cantados por seu cliente foram alterados. No hit “Dom, dom, dom”, por exemplo, Pedrinho originalmente pedia a uma garota que ajoelhasse e lhe fizesse sexo oral “do bom”. Já na versão “light”, a rima é outra: agora ele apenas conta ter visto “uma novinha descendo até o chão”.

O valor da multa supera o faturamento mensal de Pedrinho. “Ele estava fazendo três, quatro shows por semana. Ganhava de R$ 20 a R$ 40 mil num mês”, calcula Juninho Love. Pedrinho sustenta a família. Ele vive com a mãe (ex-empregada doméstica) e três irmãos (mais velhos que Pedrinho, mas menores de idade). “Quando a gente se conheceu, ele morava numa garagem. Aí, agora comprou o apartamento onde mora faz uns dois meses”, conta o empresário

Mas, com o veto aos shows, quem vai arcar com o sustento da casa? “O escritório [da produtora] vai ter que bancar tudo, a família toda, acredita?”, fala Juninho Love, que cuida da carreira de mais de 20 funkeiros, dentre eles MC Livinho, MC Léo da Baixada, MC Boy do Charmes, MC Brisola e MC Britney.

O produtor está confiante na reversão da liminar. “Podem proibir as letras do Pedrinho. Mas não podem proibir de cantar, não. É o sonho dele, um artista nacional”, defende. “E a gente já está mudando, faz uns cinco meses, colocando música light, música ostentação.” Deve ser esta a principal linha de argumentação dos advogados. (AG)

 

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