Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de janeiro de 2016
Um médico foi exonerado da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, no Norte do Paraná, porque batia ponto em dois lugares ao mesmo tempo e trabalhava somente em um.
De acordo com a Cogem (Corregedoria-Geral do Município), foi constatado que o médico registrava presença na Maternidade Municipal Lucilla Ballalai, deixava o local, e ia para o outro emprego, no Hospital Universitário, onde também batia ponto.
A irregularidade ocorreu durante meses em 2013, conforme a denúncia. Além da demissão, o profissional também foi condenado a devolver ao erário toda a remuneração que ganhou indevidamente, sem trabalhar.
O servidor foi afastado em 8 de janeiro, quando foi considerado culpado no PAD (Processo Administrativo Discipilinar). A prefeitura disse que, desde então, ele não exerceu nenhuma função e não realizou mais nenhum plantão na maternidade.
Processos
Atualmente, tramitam mais de 140 processos – denúncias, sindicâncias e processos administrativos disciplinares – contra médicos na Corregedoria-Geral de Londrina, segundo a prefeitura.
De acordo com o corregedor-geral do município, Alexandre Alberto Trannin, a Corregedoria-Geral tem proferido decisões demissionais quando são comprovadas condutas que ferem gravemente as normas estatutárias e a moralidade administrativa.
Trannin ressaltou, ainda, que as irregularidades investigadas também são comunicadas ao Ministério Público, que, com base nas apurações da Corregedoria, ingressa judicialmente com Ação Civil Pública contra o servidor pela prática de ato de improbidade.
A demissão é a penalidade mais grave prevista no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e impede que o servidor demitido tome posse em outro cargo público no município. (AG)
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