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Brasil Médico é preso suspeito de fraude no DPVAT

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Liberação do seguro de Danos Pessoais Causados por Veículo Automotor, o DPVAT, pode ser feito de graça, nas agências dos Correios. (Imagem: Reprodução)

Quatro pessoas foram presas nos municípios de Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba, no Paraná,  suspeitas de participar de uma quadrilha que fraudava indenizações do seguro obrigatório DPVAT  (Danos Pessoais Causados por Veículo Automotor). Segundo a Polícia Civil, um dos envolvidos no esquema é um médico.

Laudos falsos eram usados para obter seguro. 

Essa foi a segunda fase da Operação Fraus, deflagrada no começo de novembro. As investigações apontaram que o médico vendia falsos laudos para uma empresa que intermediava recebimentos do DPVAT. Além dele, um fisioterapeuta e dois funcionários de hospitais de Curitiba foram detidos. O fisioterapeuta é suspeito de se passar por médico para emitir laudos falsos.

Conforme a polícia, os dois trabalhavam para uma firma que abordava vítimas de acidentes de trânsito assim que saíam do hospital. A empresa Prontidão oferecia o serviço de intermediação, mas ficavam com a maior parte das indenizações, que podem chegar a 13,5 mil reais, em caso de morte.

Cobrança de 30% do valor da indenização. 

A polícia descobriu que a empresa chegava a fraudar boletins de ocorrência para garantir o pagamento do seguro às pessoas. E cobravam até 30% do valor que as vítimas tinham a receber do governo. “O médico e o fisioterapeuta efetuavam as consultas médicas sem a presença dos pacientes. A gente tem várias versões das vítimas, no sentido de que não foram atendidas por médicos”, explica o delegado Matheus Laiola, que investiga o caso.

Para descobrir quem eram os pacientes que necessitavam do DPVAT, a Prontidão contava com a ajuda dos funcionários dos hospitais. No celular de um dos detidos, que trabalhava no Hospital Evangélico de Curitiba, a polícia encontrou mensagens de texto com os nomes dos pacientes.

Confissão do crime. 

Um dos funcionários presos também confessou o crime. “Eu ganha  80 reais  por nome que eles fechassem. Eu creio que pode ter chegado a quase uns 10 mil reais em todos esses anos”, descreveu. As prisões foram feitas em caráter temporário, ou seja, têm prazo de cinco dias. Ao final do prazo, a Justiça pode estender por mais cinco dias ou transformar em regime preventivo, sem data para terminar.

Os advogados dos presos não foram localizados. Já o Hospital Cajuru, onde trabalhava um dos homens presos informou que não concorda com nenhuma prática ilícita e se colocou à disposição para colaborar com as investigações. O Hospital Evangélico, onde  outro funcionário atuava,  não atendeu à reportagem.

DPVAT  é liberado sem a contratação de nenhum agente. 

A Seguradora Líder, responsável pela liberação do DPVAT, lembrou que não é preciso contratar ninguém para conseguir a liberação do seguro. O pedido pode ser feito de graça, nas agências dos Correios e em vários agentes autorizados para receber as requisições. A documentação necessária para o pedido está disponível na página da seguradora. (AG)

tags: polícia

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