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Curiosidades Médicos colocaram múmias milenares na tomografia

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As múmias egípcias chamadas respectivamente como Nes-Min e Nes-Hor. (Foto: Reprodução)

Os pacientes eram antigos. Mas os médicos estavam determinados a submetê-los a um exame de ponta do século 21. O primeiro foi NesHor, um sacerdote do Templo de Min, que morreu por volta de 190 a.C. Em seguida, veio Nes-Min, de cerca de 330 a.C. Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, usaram tomógrafos de alta resolução e impressoras 3D de nível médico para realizar autópsias virtuais nas duas múmias.

O scanner capturou 320 imagens diferentes de cortes transversais das múmias por rotação, fatias que se empilhavam “como um pão” para formar modelos digitais 3D, disse Summer Decker, diretora do Centro de Inovação em Visualização Médica. A partir daí, sua equipe analisou as várias estruturas anatômicas das múmias e usou impressoras 3D para criar reproduções em tamanho real de colunas, crânios e quadris. A equipe conseguiu encontrar artefatos e detalhes que eram novos e até contraditórios em relação a relatórios anteriores.

Os pesquisadores já haviam notado que Nes-Min, que acreditam ter vivido até os 40 anos, tinha ossos quebrados ao longo da caixa torácica direita, todos curados, sugerindo algum tipo de queda traumática ou ataque ao qual ele havia sobrevivido no início da vida. Eles também acreditavam que sofria de dor lombar crônica, dado que tinha uma vértebra lombar colapsada.

Decker e James Schanandore, um anatomista humano que estuda restos pré-históricos, descobriram possíveis orifícios na coluna vertebral, o que sugeriu que ele provavelmente havia sido submetido a algum tipo de cirurgia nas costas semelhante às trepanações, algo quase inédito na época. “É interessante ver algumas das mesmas doenças que nossas populações modernas têm”, disse Decker.

Relatórios anteriores também indicavam que Nes-Min provavelmente morreu de um abscesso dentário, mas os novos modelos de alta resolução não mostraram evidências de algo grave o suficiente para ser fatal.

As varreduras de Nes-Hor, que viveu até os 60 anos, revelaram os detalhes complexos de um quadril gravemente deteriorado, o que os pesquisadores acreditam que teria causado uma claudicação grave. “Quando as pessoas podem ver além da superfície dessas múmias – ver a origem da dor nas costas ou no quadril –, elas podem vê-las não como artefatos exóticos, mas como seres humanos”, disse Diane Perlov, antropóloga e chefe de exposições do California Science Center.

Mas o mais surpreendente para Diane foram os detalhes realistas nos tecidos moles e nas características faciais, incluindo globos oculares, pálpebras, orelhas e lábios. “É incrível”, disse ela, analisando as digitalizações. “O que estamos tentando fazer”, disse Decker, “é ir além das camadas de todo esse envoltório e ver que essa era uma pessoa viva que tinha os próprios problemas”. As informações são do jornal The New York Times.

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