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Notícias Médicos italianos fazem pela primeira vez um tornozelo com impressora 3D

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A prótese foi desenvolvida no instituto usando uma técnica inovadora de personalizar todo o procedimento de substituição protética. (Foto: Reprodução)

Os médicos do Instituto Ortopédico Rizzoli, em Bolonha, na Itália, implantaram com sucesso em um paciente o primeiro tornozelo do mundo a ser construído do zero através de uma impressora 3D. O procedimento ocorreu no dia 9 de outubro do ano passado, mas o sucesso da operação só foi informado em uma coletiva de imprensa nesta semana.

O paciente que recebeu a prótese tem 57 anos e perdeu as funções do tornozelo devido a um grave acidente de moto do qual ele foi vítima em 2007. Como resultado, o homem recuperou a capacidade de andar normalmente depois de 13 anos.

A prótese foi desenvolvida no instituto usando uma técnica inovadora de personalizar todo o procedimento de substituição protética, através da anatomia do paciente. Com isso, foi possível construir um implante 3D personalizado do tornozelo.

A equipe que realizou com sucesso a operação foi liderada pelo professor Cesare Faldini, que também teve o auxílio de cirurgiões ortopédicos e engenheiros de Rizzoli e da Universidade de Bolonha.

Próteses gratuitas

Como uma impressora 3D pode ajudar a vida de pessoas em países pobres? O jovem engenheiro industrial Guillermo Martinez, criador da empresa Ayudame3D, utiliza a tecnologia para desenvolver próteses, distribuídas gratuitamente para quem precisa. Ao todo, já foram 50 unidades entregues em todo o mundo – e o objetivo é expandir a rede para uma produção global.

O projeto começou de uma forma despretensiosa. De acordo com a Business Insider, Martinez comprou sua própria impressora por US$ 172 em 2017 e começou a seguir tutoriais do YouTube sobre a construção de robôs e outros dispositivos – apenas como uma forma de diversão.

O ponto de partida para o hobby se transformar no que hoje é a Ayudame3D foi um tutorial que ensinava a criar uma prótese de mão. “Comecei a fazer muitas próteses de mão impressas em 3D por diversão, então eu pensei comigo mesmo: ‘e se isso puder realmente ajudar alguém?'”, relata o engenheiro à Business Insider. Com uma viagem já programada ao Quênia, Martinez entrou em contato com a ONG Bamba Project e com orfanatos e descobriu a alta demanda por próteses como aquelas que havia desenvolvido.

Hoje a iniciativa cria dispositivos feitos de plástico ​​que permitem segurar objetos de até 10 quilos. O mecanismo consiste em fios de alta tensão e elásticos – que, combinados, permitem um movimento nos dedos da prótese quando uma articulação do corpo do usuário é naturalmente movimentada. Uma de suas principais vantagens das próteses é o custo baixo: US$ 50 cada.

Para ampliar a distribuição, Martinez busca agora uma produção em maior escala. A Ayudame3D iniciou uma campanha de crowdfunding e, com as doações, espera viabilizar entregas muito mais rápidas e custos mais baixos.

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