Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de abril de 2016
Após a afirmação do ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, de que iria sugerir que a fosfoetalonamina, mais conhecida como pílula do câncer, fosse legalizada como suplemento alimentar, sociedades médicas criticaram a solução que, na visão delas, seria uma forma de “camuflar” a substância, que acabaria sendo usada como medicamento.
“Compreendo que o ministro e o próprio Legislativo estejam sofrendo uma pressão muito grande, mas liberar um remédio como suplemento alimentar é uma forma de tentar passar ao largo de toda a experimentação científica a que essa substância tem de se submeter”, diz Mauro Gomes Aranha de Lima, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo.
Ainda não foram feitos testes em humanos para saber se a fosfoetalonamina sintética é eficiente no combate ao câncer, o que impede seu registro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os primeiros resultados de pesquisas encomendadas, ainda em laboratório, apontaram que a molécula não tem efeito no tratamento. “A fosfoetalonamina não passou por fases de pesquisa que são necessárias para que se tenha uma possibilidade de determinar a eficácia da substância e ao mesmo tempo dar segurança ao paciente, em termos dos efeitos colaterais”, avalia Lima.
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