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Economia Medo de perder o emprego cai ao menor nível desde o ano passado

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59,3% dos trabalhadores disseram ser improvável ou muito improvável perder o principal emprego ou fonte de renda nos seis meses seguintes. (Foto: Alex Rocha/Arquivo PMPA)

A percepção de segurança no emprego atingiu o maior nível da série histórica iniciada em junho de 2025.

Segundo a 14ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV IBRE, no trimestre encerrado em julho de 2026, 59,3% dos trabalhadores disseram ser improvável ou muito improvável perder o principal emprego ou fonte de renda nos seis meses seguintes.

Já 12,1% consideraram provável ou muito provável que isso acontecesse. Os demais não souberam responder.

A parcela dos trabalhadores que não veem risco de perder sua principal ocupação aumentou 4,9% em relação ao mesmo período de 2025 e alcançou o maior resultado desde o início da série.

Na outra ponta, a proporção dos que consideram provável ou muito provável perder o emprego recuou 4,3% na comparação anual, para o menor nível observado nesse período.

Segundo Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV IBRE, os dados reforçam a percepção de um mercado de trabalho aquecido. “A grande maioria dos respondentes da pesquisa continua indicando não ter medo do desemprego nos próximos seis meses”, afirma.

Desemprego permanece baixo

Para Tobler, mesmo com uma possível desaceleração da economia, o desemprego permanece em níveis historicamente baixos e o número de pessoas ocupadas continua crescendo. Por isso, os resultados indicam que o cenário positivo do mercado de trabalho pode continuar nos próximos meses, ainda que em um ritmo menos intenso no segundo semestre.

O levantamento, no entanto, ressalta que a série ainda é curta e não possui ajuste para efeitos sazonais, ou seja, mudanças que podem ocorrer normalmente em determinados períodos do ano. Por isso, comparações entre meses próximos devem ser analisadas com cautela.

Desemprego recua ao menos em 13 estados

A taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No país, o indicador ficou em 5,4% no período. O resultado representa uma queda em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre de 2026 e aos 5,8% do segundo trimestre de 2025. Com informações do portal G1.

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