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Dicas de O Sul “Memórias que a água não levou”: documentário registra histórias das escolas que se transformaram em abrigos durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

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O documentário será lançado no dia 14 de julho de 2026, às 18h, no Teatro Municipal de São Leopoldo

Foto: Divulgação

O filme Memórias que a água não levou: Escolas-abrigo nas enchentes do RS (2024) reúne memórias das experiências de educadores, estudantes, famílias e voluntários que atuaram nas escolas-abrigo, evidenciando o papel de instituições de ensino e grupos voluntários em espaços de acolhimento, proteção e reconstrução da vida comunitária, na maior tragédia climática da história do Estado.

O documentário será lançado no dia 14 de julho de 2026, às 18h, no Teatro Municipal de São Leopoldo, com o apoio da Secretaria da Educação de São Leopoldo. Entrada gratuita por meio de confirmação no link: http://bit.ly/4p50KUS.

A produção é financiada pela FAPERGS (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). É resultado da Pesquisa Histórias da Escola: Modos de recompor identidades em contextos de desastres climáticos, desenvolvida nos últimos dois anos, que investiga como as comunidades escolares enfrentam situações provocadas por desastres climáticos e como esses acontecimentos ressignificam a identidade da escola, cujo projeto e documentário foram coordenados pelo Prof. Dr. José Edimar de Souza.

O documentário foi desenvolvido pela pesquisadora Dra. Elisângela Dewes (Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Caxias do Sul – bolsa Pós-doutorado FAPERGS).

Ao longo do documentário, comunidades escolares compartilham suas vivências durante o período em que escolas foram transformadas em abrigos. Os depoimentos revelam desafios cotidianos, redes de solidariedade, processos de cuidado coletivo e a importância da educação como elemento de reconstrução social em contextos de calamidade.

A pesquisa percorreu instituições e iniciativas comunitárias dos municípios de Canoas, Estância Velha, São Leopoldo, São Valentim do Sul, Novo Hamburgo e Porto Alegre, reunindo narrativas de integrantes de escolas das redes municipal, estadual e privada (de educação infantil) e de iniciativa comunitária criada durante as enchentes.

Mais do que documentar, o filme propõe uma reflexão sobre memória, educação, políticas públicas e crise climática. Ao preservar as histórias daqueles que transformaram escolas em espaços de acolhimento e esperança, a produção contribui para fortalecer a memória coletiva sobre a maior tragédia climática vivida pelo Rio Grande do Sul e amplia o debate sobre o papel da escola diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Após o lançamento, ainda na noite do dia 14 de julho, o documentário poderá ser assistido pelo YouTube no link: https://youtu.be/Q7EvzWjTDIk

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