Segunda-feira, 07 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de novembro de 2015
O pai do menino que morreu após cair do sexto andar do prédio Rosa Morena, na rua Ariston Bertino de Carvalho, no bairro de Brotas, em Salvador, na Bahia, Rafael Yokoshiro, saiu do edifício durante a madrugada e só retornou horas depois, deixando a criança sozinha em casa. A conclusão é da delegada Maria Dahil que comanda a investigação da tragédia.
Pedido de socorro.
“As imagens mostram que ele chega em casa e, 2 minutos depois, é possível vê-lo descendo o elevador já desesperado. Em seguida, ele retorna ao elevador com o filho no colo e leva para o apartamento. Depois disso, os vizinhos ouviram ele pedindo socorro”, disse a delegada. Yokoshiro acionou o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), mas quando os agentes chegaram, Guilherme Oliveira Yokoshirro, 5 anos, já estava morto.
A mãe do garoto, Carla Verena Oliveira, é enfermeira e estava de plantão no momento da ocorrência, segundo a polícia. De acordo com Maria Dahil, o pai ainda não esclareceu o motivo para deixar Guilherme sozinho. Ele, que está abalado com a morte da criança, conforme a delegada, ainda não foi ouvido, mas deve prestar depoimento após o enterro do menino.
Sem testemunhas.
Ninguém viu o momento da queda, segundo a delegada. O prédio possui circuito interno de segurança, inclusive na região do parquinho e do elevador, e as imagens devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte de Guilherme.
Tesoura escolar.
Durante a perícia, a polícia encontrou uma tesoura escolar próximo à janela do quarto dos pais, de onde a criança caiu. Na janela, a tela de proteção estava cortada, de acordo com a delegada. A tesoura foi recolhida e passará por perícia. Vizinhos disseram que “aparentemente” os pais cuidavam bem de Guilherme, que era um menino amável. (Folhapress)
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