Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 6 de junho de 2017
Um menino sírio cuja imagem coberto de poeira e sangue causou comoção internacional no ano passado reapareceu em um vídeo sendo entrevistado por um repórter de uma emissora russa simpática ao ditador Bashar al-Assad.
Omran Daqneesh e seu pai, Mohammad Kheir Daqneesh, aparecem em um vídeo, em Aleppo, cidade controlada por rebeldes e retomada no final de 2016 pelas forças de Assad em meio à guerra civil que assola a Síria há seis anos e já matou mais de 400 mil pessoas.
Mohammad diz que não pretende deixar o país. Ele perdeu o filho mais velho, Ali, depois do ataque aéreo em agosto do ano passado que produziu a imagem de Omran, então com cinco anos, ensaguentado esperando atendimento em uma ambulância.
Segundo o pai do garoto, a família vive bem em Aleppo. Mohammad cortou o cabelo de Omran e trocou o nome do menino para protegê-lo de ser sequestrado — o pai acusa as forças rebeldes de intimidar a família. Não está claro se a família Daqneesh foi coagida a participar do vídeo, postado em uma rede social.
Valerie Szybala, da ONG Instituto Síria, entidade independente de pesquisa, afirmou à Reuters que é pouco provável que a família estivesse falando livremente no vídeo.
“Eles estão sob controle do governo agora e este é um governo que, nós sabemos, prende e tortura qualquer um que fale contra ele. Para mim a situação sugere que, provavelmente, foi coagido”, disse Szybala. (Folhapress)
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