Sábado, 15 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 15 de agosto de 2026
A menopausa ocorre na mulher, em média, entre os 45 e 55 anos de idade e marca o término da fase reprodutiva feminina. Entre os sintomas mais comuns estão as famosas ondas de calor, conhecidas como fogachos, mudanças emocionais e físicas, como: irritabilidade, ansiedade, variações rápidas de humor, ganho de peso e insônia. Mas engana-se quem pensa que os homens não passem por uma fase similar.
Nos homens, essa fase da vida é chamada de DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino), popularmente conhecido como andropausa, porém, médicos e especialistas evitam usar este nome, visto que a síndrome ocorre gradualmente a partir dos 40 anos e, diferente da menopausa ou como o nome da andropausa sugere, não há uma pausa definitiva.
Ela é caracterizada pela queda gradual dos níveis de testosterona no sangue e ocorre de forma natural com o avanço da idade.
“Estima-se que a partir dos 40 anos, os homens comecem a perder cerca de 1% da testosterona total por ano, entretanto, há alguns que perdem mais por conta de outras doenças relacionadas ou até pelo estilo de vida”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Roni de Carvalho Fernandes.
Entre os principais sintomas estão: queda de libido, perda de energia (desde fazer coisas mais simples, como ir ao shopping, fazer uma caminhada, até relações sexuais ou falta de vontade de sair de casa), muitas vezes ela até pode ser confundida com início de depressão. Irritabilidade, oscilação de humor, alteração do sono e, em muitos casos, os famosos fogachos também podem surgir.
A falta de testosterona não está somente ligada ao desejo sexual, mas também a menos foco, diminuição da força e pior qualidade da cognição.
“Muitos homens ganham peso, diminuem massa magra e não conseguem repor essa massa. O ganho se torna mais difícil. Aliado às mudanças emocionais e físicas, pode haver um princípio de depressão em alguns casos”, diz Fernandes.
Os níveis normais de testosterona total no sangue variam de 300 a 1.000 ng/dL. Porém, os especialistas são enfáticos ao dizer que os números são apenas uma medição de escala usada por laboratórios, e que eles mudam conforme a idade, o sexo e o tipo de teste realizado (testosterona total ou livre).
Testosterona
A pós-graduada em geriatria e especialista em reposição hormonal e longevidade, Rebeca Filgueiras diz que, apesar do tratamento principal da síndrome ser a reposição do hormônio, quando um paciente chega ao consultório com baixa testosterona, é necessário analisar a qualidade de vida do homem antes de fazer qualquer reposição.
Se ele é fumante, faz ingestão de bebida alcoólica, saber se tem um bom sono, se a alimentação é saudável, se pratica atividade física, se é ativo sexualmente, e como se sente em relação a disposição de forma geral. Também são pedidos exames para saber se o paciente tem outras doenças metabólicas como diabetes, obesidade, hipertensão, pois pode gerar problemas para produzir testosterona.
Um dos exames de sangue pedidos é para avaliar a qualidade da testosterona e analisar todo o hormônio presente no corpo do paciente. A testosterona total, por exemplo, mede o hormônio circulante no sangue, porém, a livre é o hormônio funcional, é aquela que de fato exerce a função dentro da célula, seja no coração, cérebro ou músculo. (Com informações do jornal O Globo)
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