Ícone do site Jornal O Sul

Menos dinheiro

Deputada estadual Silvana Covatti (Foto: Guerreiro)

O presidente Michel Temer, como ficou demonstrado ontem à noite, está convencido de que deverá ceder. Começa zerando a cobrança do PIS/Cofins sobre o óleo diesel, que abastece o Ministério da Fazenda com 13 bilhões e 500 milhões a cada ano.

PIS é o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público; Cofins, a sigla de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social.

Significará o recuo de uma prática consagrada: extrair dos consumidores, indistintamente, o que puder para alimentar os cofres públicos. Ao mesmo tempo, obrigará o governo a novos cortes no orçamento. Uma prática contestada por quem acha que o dinheiro dos contribuintes é infinito.

Alto risco 
É raro o brasileiro que desconheça: a inflação arruína tudo e deve ser erradicada se quisermos ter um futuro como nação próspera. Quando o abastecimento de produtos voltar à normalidade, vamos conhecer nos preços os efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

Na mesma linha
A circunstância é única no país. O deputado federal Covatti Filho preside a Frente Parlamentar do Transporte Rodoviário de Cargas no Congresso. A deputada estadual Silvana Covatti, sua mãe, é presidente da Frente sobre o mesmo tema na Assembleia Legislativa. Os dois cumpriram roteiros em diferentes regiões do Estado, durante o final de semana, mantendo contatos para mediar e buscar soluções.

Iniciativas
Na sessão plenária da Assembleia Legislativa, amanhã à tarde, a deputada Silvana Covatti vai relembrar que, nos últimos três anos, promoveu diversas audiências públicas. Os assuntos foram o preço do óleo diesel, a garantia de preço de frete mínimo por quilômetro rodado e a regulamentação do Auxílio Mútuo, que permite aos caminhoneiros criarem um fundo exclusivo para reparação e prevenção de acidentes, furtos e fundos.

Fórmula fácil
A Consultoria Global Petrol Prices fez levantamento e concluiu que a Venezuela tem a gasolina mais barata do mundo. O litro custa 4 centavos. O Brasil não cobrará nada se o seu modelo for imitado por Nicolas Maduro: elevar o imposto às alturas. Sairá logo da profunda crise econômica.

Tecnologia como chave
Sem o WhatsApp, a paralisação não chegaria nem à  metade do que foi alcançado. Com o país dividido em regiões, os coordenadores deram as ordens por mensagens via telefone celular.

Análise completa
O jornalista Celso Ming, de O Estado de São Paulo, define tudo: “Quase imperceptivelmente, os preços dos combustíveis, da energia elétrica e dos serviços urbanos se transformaram em instrumentos de extorsão de impostos do contribuinte. Por trás de tudo está o Estado ineficiente, gastador, ultra endividado, reduto do cupinchismo e do que já se sabe. Como não há o que chegue, tascam-se impostos a torto e a direito”.

Teste para o governo
Vencerá amanhã o prazo regimental para que a Assembleia decida sobre o projeto de lei do Executivo que trata do plebiscito envolvendo a CEEE, a CRM e a SulgásAtualmente, para que a consulta ocorra junto com a eleição é preciso que seja aprovada até cinco meses antes. Com a nova proposta, o Estado pretende reduzir o limite para três meses.

Estridentes e brigões
Roberto Requião diz que o governo Temer acabou e quer concorrer à Presidência da República porque não vê musculatura na candidatura de Henrique Meirelles. Emissoras de TV devem apoiar para tê-lo num debate com Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Antes, empresários farão seguro para os vidros e outros equipamentos dos estúdios.
Há 60 anos
28 de maio de 1958, projeto de lei aprovado por unanimidade na Assembléia Legislativa autorizou o governador Ildo Meneghetti a encampar os serviços prestados em Porto Alegre e Canoas pela Companhia Energia Elétrica Riograndense, concessionária de capital norte-americano.

Pergunta da semana:
Quem vai desatar o nó do transtorno generalizado?

Sair da versão mobile