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Brasil Mercado eleva projeção da inflação brasileira para 5% ao ano em 2025 e espera dólar a R$ 6 no fim do ano

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O IPCA deste ano subiu 0,5 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%

Foto: Reprodução
Os empresários são sempre os primeiros a reclamar sobre a possibilidade de aumentos de impostos, ou carga tributária, como queiram. (Foto: Reprodução)

A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu pela 13ª semana consecutiva, de 4,99% para 5,0% — 0,5 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, era de 4,60%. Considerando apenas as 51 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária passou de 4,99% para 5,14%.

Na sexta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de 2024 foi de 4,83%, acima do teto da meta, de 4,50%. Foi a oitava vez que o Banco Central (BC) descumpriu o alvo desde o início do regime de metas, em 1999.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou em uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que o forte crescimento da economia, a depreciação cambial e os fatores climáticos explicam o descumprimento da meta no ano passado. As projeções da autarquia indicam uma lenta queda da inflação, que deve permanecer acima do teto até o terceiro trimestre.

A partir de 2025, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo. O ministro da Fazenda pode propor uma alteração da meta ao Conselho Monetário Nacional (CMN), mas é necessário esperar 36 meses para qualquer mudança ter efeito.

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,03% para 4,05%, a terceira alta seguida. Um mês atrás, estava em 4,0%. Considerando apenas as 50 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção ficou estável em 4,0%.

A estimativa intermediária para a inflação de 2027 permaneceu em 3,90%, contra 3,66% quatro semanas atrás. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,50% para 3,56%, ante 3,50% um mês antes.

O Comitê de Política Monetária (Copom) considera o segundo trimestre de 2026 como horizonte relevante da política monetária. O colegiado espera um IPCA de 4,0% nos quatro trimestres fechados nesse período, no cenário com a taxa Selic do Focus (de 6 de dezembro) e dólar começando em R$ 5,95 e evoluindo conforme a paridade do poder de compra (PPC).

Também no cenário de referência, o Banco Central espera que o IPCA termine 2025 em 4,50% e desacelere a 3,60% em 2026. As medianas indicam que o IPCA deve somar 1,78% no primeiro trimestre de 2025. Se confirmada, seria a maior taxa trimestral desde o mesmo período de 2023, quando a inflação acumulada de janeiro a março foi de 2,09%.

A estimativa intermediária do Focus para o IPCA de janeiro continuou em zero, refletindo o impacto do bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica. A projeção para fevereiro passou de 1,33% para 1,34%. O efeito do bônus já deve ser “devolvido” no mês. A mediana para o IPCA de março subiu de 0,42% para 0,43%.

Já a mediana para a inflação suavizada dos próximos 12 meses subiu de 4,96% para 5,01%. Um mês antes, era de 4,68%. Essa medida ganhou importância nas análises do mercado após a regulamentação da meta de inflação contínua, válida a partir deste ano.

A mediana para a cotação do dólar no fim de 2025 se estabilizou em R$ 6,0. Um mês antes, era de R$ 5,85. A projeção para 2026 subiu de R$ 5,90 para R$ 6,0 e, para 2027, de R$ 5,80 para R$ 5,82. Para 2028, avançou de R$ 5,80 para R$ 5,88.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro. (Estadão Conteúdo)

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4 Comentários
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Did Dlc
14 de janeiro de 2025 13:56

Fruto da herança maldita que a esquerda deixou. Isso babão do descondenado não comenta.

Vanderlei Stefani
14 de janeiro de 2025 01:45

Inflação na Argentina fica abaixo de 200% em meio a queda do consumo
Desaceleração da inflação ocorreu às custas do consumo em uma economia abalada, onde mais da metade do país vive na pobreza

Reuters

Fernando Krause
14 de janeiro de 2025 09:37

A culpa destes números estarem neste patamar absurdo é EXCLUSIVA desta DESGRAÇA de DESgoverno lulopetista PERDULÁRIO, destruidor da responsabilidade fiscal e saqueador do dinheiro público!

Jairo Vivian
14 de janeiro de 2025 10:38

Do jeito que está indo, essa projeção vai passar os 7%

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