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Economia Mercado financeiro eleva estimativa de inflação para este ano pela décima semana consecutiva

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Projeção é feita por instituições consultadas pelo Banco Central. (Foto: Rafael Neddermeyer/AE)

Instituições financeiras consultadas pelo BC (Banco Central) esperam por inflação e juros básicos mais altos e maior queda na economia este ano. A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação, medida pela Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, subiu pela décima semana seguida, de acordo com a pesquisa semanal do BC. Desta vez, a estimativa passou de 8,79% para 8,97%. Para 2016, a projeção segue em 5,50%, há cinco semanas. A inflação este ano deve estourar o teto da meta, que é 6,5%. O centro da meta é 4,5%.

Para tentar frear a alta dos preços, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC tem elevado a taxa básica de juros, a Selic. No último dia 3, o Copom elevou a Selic, pela sexta vez seguida, para 13,75% ao ano.

Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de janeiro de 2009. Para as instituições financeiras, a Selic chegará ao final de 2015 em 14,25% ao ano. A projeção da semana passada era de 14% ao ano. No final de 2016, a Selic deve ficar em 12% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo. A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, passou de 1,35% para 1,45%. Essa é a quinta piora consecutiva na estimativa para o Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para o próximo ano, a projeção de crescimento passou de 0,9% para 0,7%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,65%, este ano, e crescimento de 1,5%, em 2016.

Preços

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna, que subiu de 7,08% para 7,31%, este ano. Para o Índice Geral de Preços-Mercado, a estimativa passou de 6,94% para 7%, em 2015. A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas subiu de 8,39% para 8,45% este ano. A projeção para a cotação do dólar segue em 3,20 reais, ao final de 2015, e subiu de 3,30 reais para 3,40 reais, no fim de 2016. (Kelly Oliveira/ABr)

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