Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Brasil Mercado financeiro eleva a previsão de crescimento da economia brasileira para 2017 e 2018

A previsão de alta do PIB neste ano recuou de 2,55% para 2,53%. (Foto: Divulgação)

Menos de uma semana depois de o governo elevar as suas previsões de crescimento para a economia brasileira em 2017 e 2018, economistas do mercado financeiro mantiveram a tendência verificada nas últimas semanas e ampliaram mais uma vez as suas expectativas de crescimento para este e para o próximo ano.

Segundo dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central, o mercado espera que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresça 0,96% em 2017 e 2,64% em 2018. As previsões da semana anterior eram de 0,91% e 2,62%.

Essa foi a terceira alta seguida na previsão do PIB de 2017 e a quinta semana seguida de elevação do PIB de 2018. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que o governo estima um crescimento de 1,1% do PIB em 2017 e de 3% em 2018.

Inflação

Os economistas entrevistados pelo Banco Central reduziram novamente a previsão de inflação para 2017, de 2,88% para 2,83%, mantendo o índice abaixo do piso da meta do governo, que é de 3%. Para 2018, a estimativa de inflação caiu de 4,02% para 4%. Se a expectativa do mercado se confirmar, a inflação deste ano também será a menor desde 1998, ano em que somou 1,65%, segundo a série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Sistema de metas de inflação

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira). Pelo sistema do País, a meta central é de 4,5% para este ano e para 2018, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, de modo que a inflação pode ficar entre 3% e 6% sem que seja formalmente descumprida.

Quando a meta de inflação é descumprida, o presidente do Banco Central tem que escrever uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando as razões para a variação fora da previsão.

Juros e câmbio

O mercado financeiro não mexeu na sua previsão para a taxa básica de juros da economia e a manteve em 7% ao ano (atual patamar) para o fechamento de 2018. Na edição desta semana do Boletim Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 subiu de R$ 3,25 para R$ 3,29. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana ficou estável em R$ 3,30 pela 13ª semana consecutiva.

A projeção do Boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2017 apresentou uma leve alta de US$ 65,66 bilhões para US$ 65,82 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit caiu de US$ 52,5 bilhões para US$ 52 bilhões.

A previsão dos economistas para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2017 permaneceu em US$ 80 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas também ficou estável também em US$ 80 bilhões.

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