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Economia Mercado financeiro passa a estimar retração de 1,18% do PIB brasileiro em 2020

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Analistas também baixaram previsão de inflação deste ano e passaram a prever corte maior dos juros em maio

Foto: Divulgação
Os dados referentes ao PIB dos Municípios de 2018 foram divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento de Economia e Estatística. (Foto: Divulgação)

Os economistas do mercado financeiro reduziram, pela oitava semana seguida, a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e também passaram a prever um corte maior da taxa básica de juros, a Selic, no mês de maio. As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (06) pelo BC (Banco Central).

Para o PIB de 2020, a previsão era de uma queda de 0,48% e passou a uma contração maior: de 1,18%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

A nova redução da expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão.

Nas últimas semanas, tanto o Ministério da Economia quanto o Banco Central também revisaram suas estimativas e passaram a prever estabilidade (sem alta, mas também sem contração) do PIB neste ano.

Em 2019, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto foi mantida em 2,50%.

Corte maior na Selic

O mercado financeiro também passou a prever um corte maior na taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente na mínima histórica de 3,75% ao ano.

Até então, a expectativa dos economistas dos bancos era de que, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, no começo de maio, a taxa seria reduzida em 0,25 ponto percentual, para 3,5% ao ano.

Na semana passada, porém, os analistas passaram a projetar um corte maior, de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, para 3,25% ao ano, no começo de maio. A previsão é que a taxa permaneça nesse patamar até o fim de 2020.

Para o fechamento de 2021, a expectativa do mercado para a taxa Selic recuou de 5% para 4,75% ao ano, o que pressupõe alta do juro básico no ano que vem.

Inflação

Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 2,94% para 2,72%. Foi a quarta redução seguida do indicador.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%. Com isso, a previsão do mercado para a inflação deste ano começa a se aproximar do piso da meta (2,5% em 2020).

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro baixou a estimativa de inflação de 3,57% para 3,50%. Essa também foi a quarta redução seguida. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Dólar

A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu estável em R$ 4,50 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,30 por dólar para R$ 4,40 por dólar.

Balança comercial

Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 recuou de US$ 35 bilhões para US$ 34,10 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado caiu de US$ 35,30 bilhões para US$ 35 bilhões.

Investimento estrangeiro

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, recuou de US$ 80 bilhões para US$ 76,50 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas passou de US$ 81,40 bilhões para US$ 80 bilhões.

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