Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020

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Economia O mercado financeiro passa a projetar um tombo de 5,9% para a economia brasileira neste ano

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Analistas ouvidos pelo Banco Central na semana passada também reduziram de 1,59% para 1,57% previsão de inflação para este ano

Foto: Divulgação
O PIB foi divulgado pelo IBGE. (Foto: Divulgação)

Os economistas do mercado financeiro baixaram pela 15ª vez seguida a previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (25) pelo BC (Banco Central).

Para o PIB de 2020, a expectativa de redução passou de 5,12% para 5,89%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

A nova redução da expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão.

Em 13 de maio, o governo brasileiro estimou uma queda de 4,7% para o PIB de 2020, tendo como base a perspectiva de que as medidas de distanciamento social terminarão no fim de maio.

O Banco Mundial prevê uma queda de 5% no PIB brasileiro e o FMI (Fundo Monetário Internacional) estima um tombo de 5,3%. Em 2019, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Para o próximo ano, a previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto subiu de 3,20% para 3,50%.

Inflação abaixo de 2%

Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro reduziram, de 1,59% para 1,57%, a estimativa de inflação para 2020. Foi a 11ª redução seguida do indicador. A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Para 2021, o mercado financeiro reduziu de 3,20% para 3,14% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros

O mercado segue prevendo corte na taxa básica de juros da economia brasileira neste ano. Atualmente, a taxa Selic está em 3% ao ano. A previsão dos analistas para a taxa Selic, no fim de 2020, ficou estável em 2,25% ao ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado caiu de 3,50% para 3,29% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem, embora em menor intensidade.

Dólar

A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 avançou de R$ 5,28 para R$ 5,40. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 5 por dólar para R$ 5,03 por dólar.

Balança comercial

Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 43,35 bilhões para US$ 45,50 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado foi elevada de US$ 42,80 bilhões para US$ 45 bilhões.

Investimento estrangeiro

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, permaneceu em US$ 65 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 76 bilhões.

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