Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de dezembro de 2016
Analistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de inflação para este ano para um patamar pouco acima do teto do sistema de metas, e previram um tombo maior do nível de atividade. As expectativas foram coletadas pelo BC (Banco Central) na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (12) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.
A previsão do mercado para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano recuou de 6,69% para 6,52% na semana passada. O teto do sistema de metas de inflação é de 6,5% para este ano, enquanto que o objetivo central fixado para 2016 é de 4,5%.
A revisão das estimativas do mercado financeiro aconteceu após a divulgação da inflação de novembro, que somou 0,18%. Foi o menor índice para os meses de novembro desde 1998, quando registrou queda de 0,12%.
Para 2017, a expectativa do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,93% para 4,90%. O índice está abaixo do teto de 6% para o IPCA, fixado para o ano que vem, mas ainda acima da meta central de inflação, que é de 4,5%.
O Banco Central tem informado que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em 2016, ou seja, trazer a taxa para até 6,5%, e também fazer convergir a inflação para a meta central de 4,5% em 2017.
PIB, taxa de juros e câmbio
Para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2016, o mercado financeiro prevê uma retração maior da atividade. Os economistas estimam agora um encolhimento de 3,48%. Na pesquisa anterior, feita na semana retrasada, a previsão era de queda de 3,43%. Para 2017, os economistas das instituições financeiras baixaram a previsão de alta do PIB – que passou de 0,80% para 0,70%, informou o BC.
O mercado financeiro manteve, na última semana, sua previsão para a taxa básica da economia, a Selic, em 10,50% ao ano para o fechamento de 2017 – o que pressupõe continuidade do processo de corte de juros no ano que vem. Atualmente, os juros estão em 13,75% ao ano.
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 3,35 para R$ 3,39. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar ficou estável em R$ 3,45. (AG)
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