Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de outubro de 2026
Ao todo, foram produzidas 1.157 fatias, distribuídas entre o público e os comerciantes do Mercado
Foto: Pedro Piegas/PMPAO Mercado Público de Porto Alegre completou 157 anos neste sábado (3), e iniciou uma programação especial que se estenderá durante todo o mês de outubro. A celebração contou com o tradicional “Parabéns a Você”, com a participação do professor Elmer Fagundes e de alunos da Fábrica de Gaiteiros, do músico Renato Borghetti.
Entre os destaques da festa esteve o tradicional bolo de aniversário, preparado com 30 quilos de açúcar, 20 quilos de farinha, 288 ovos, 20 quilos de doce de leite e ganache e 26 litros de chantilly. Ao todo, foram produzidas 1.157 fatias, distribuídas entre o público e os comerciantes do Mercado, em alusão aos anos de história do espaço.
A programação também contou com a apresentação musical de Thiago Ribeiro & Amigos, grupo formado por Thiago Ribeiro, na voz e cavaquinho; Fernando Duarte, no repique de mão, tamborim e bongô; Franco Salvadoretti, na flauta; Marcelo Rossi, no violão; Paulo Wolff, no pandeiro, carrilhão e chocalhos; e Rogério Menezes, no tantan.
Natural de Porto Alegre, Thiago Ribeiro Lima é cantor, cavaquinista e sambista, com trabalho voltado ao samba de raiz e à Música Popular Brasileira (MPB). No dia 1º, foi realizada uma missa em homenagem ao Mercado Público. Já no dia 2, a programação contou com uma celebração de matriz africana, que prestou homenagem ao Bará, em referência ao aniversário do Mercado.
“O Mercado Público é a alma da cidade, espaço de cultura, geração de renda e símbolo da nossa resiliência. Enfrentou enchentes e incêndio ao longo da história e chega aos 157 anos ainda mais forte para guiar o processo de revitalização do Centro Histórico”, disse o prefeito Sebastião Melo.
As comemorações seguem até 31 de outubro, com atrações como Meia Maratona, feira de miniaturas e a Semana de Ofertas, programada para ocorrer de 26 a 31 de outubro.
História de resistência
Projetado pelo engenheiro Frederico Heydtmann (o mesmo do Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre), o prédio em estilo neoclássico passou por uma série de transformações ao longo das décadas. Também resistiu a uma série de problemas.
Na lista estão quatro grandes incêndios (1912, 1976, 1979 e 2013) e duas enchentes (1941 e 2024). Isso sem contar um plano da prefeitura, em 1971, prevendo a demolição do imóvel para dar lugar a um estacionamento – absurdo que não se concretizou graças à mobilização popular e de setores da imprensa.
Um dos ”cartões postais” da capital gaúcha, o local recebe diariamente cerca de 100 mil pessoas. Seus corredores e demais espaços abrigam mais de 100 estabelecimentos (e 1,2 mil trabalhadores) que oferecem os mais variados itens.
Na lista estão peixes, carnes nobres, frutas, verduras, ervas, especiarias, grãos, alimentos orgânicos, bebidas, além de artesanato, artigos religiosos e decorativos. Também é lugar de concorridos restaurantes, cafés, lancherias e outros estabelecimentos gastronômicos. Outra atividade são as feiras regulares (pescados, discos de vinil, gibis, e etc).
No dia 24 de setembro de 2019, após a Assembleia Legislativa aprovar por unanimidade um projeto de lei de autoria do deputado estadual Luiz Marenco (PDT), o local foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul. O parlamentar frisou, naquela ocasião, que a iniciativa teve por finalidade “proteger o local contra planos de privatização”.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Primeirooo. Depois q botaram fogo por querer, Mercado entrou nas Licitações Liberais. Tudo um brinco. Tempos dos nogentos petistas. Ab. Nojo nogo noguento