Quinta-feira, 16 de julho de 2026

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Economia Mercado reage a nova tarifa dos Estados Unidos; dólar avança e Bolsa brasileira fecha em queda

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Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,1134.

Foto: Freepik
Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,1134. (Foto: Freepik)

O dólar encerrou esta quinta-feira (16) em alta frente ao real, enquanto o Ibovespa fechou em queda, em um dia marcado pela confirmação da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e pela continuidade das tensões no Oriente Médio.

A moeda norte-americana avançou 0,40% e terminou o pregão cotada a R$ 5,0983. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1134. Apesar da alta desta sessão, o dólar acumula queda de 0,20% na semana, recuo de 1,25% no mês e desvalorização de 7,11% no ano.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 1,28%, aos 173.753 pontos. No acumulado, o índice registra baixa de 1,04% na semana, mas mantém alta de 2,32% no mês e valorização de 9,24% em 2026.

Os mercados repercutiram a confirmação, pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), da aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A medida foi anunciada na noite de quarta-feira (15) e passa a valer em 22 de julho.

A decisão é resultado de uma investigação conduzida pelo USTR ao longo de um ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado pelo governo americano para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos.

Segundo o governo de Donald Trump, o Brasil adota medidas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos Pix, o acesso ao mercado de etanol, o combate ao desmatamento ilegal e a proteção à propriedade intelectual diante de casos de pirataria.

Apesar da nova tarifa, uma série de produtos estratégicos para a relação comercial entre os dois países ficou de fora da cobrança adicional. Estão entre os itens isentos petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, considerados relevantes para a economia americana por seu peso na cadeia produtiva ou pela insuficiência da produção doméstica.

O governo brasileiro avalia que o impacto macroeconômico da medida tende a ser limitado. Em análise publicada no Boletim MacroFiscal, a Secretaria de Política Econômica (SPE) afirmou que as exportações brasileiras demonstraram resiliência após o tarifaço anunciado no ano passado. Segundo o órgão, como os Estados Unidos responderam por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025 — o equivalente a menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) antes do choque — e parte das vendas foi redirecionada para outros mercados, o efeito direto sobre a atividade econômica permaneceu reduzido.

No cenário internacional, os investidores também acompanharam o agravamento das tensões no Oriente Médio. Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã, enquanto permanece a disputa envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Na véspera, Donald Trump afirmou que o governo iraniano busca “chegar a um acordo desesperadamente”.

Mesmo com o ambiente de maior tensão geopolítica, os preços do petróleo fecharam em queda. O barril do Brent, referência internacional, recuou 0,85%, para US$ 84,23. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caiu 0,82%, encerrando o dia cotado a US$ 78,95 por barril.

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