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Mundo Mercados internacionais recuam de olho em evento do banco central americano marcado para esta sexta

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Evento do Fed deverá trazer mais detalhes sobre o futuro da política monetária dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

Os mercados internacionais fecharam em queda nesta quinta-feira (26), à espera do Simpósio de Jackson Hole, evento organizado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que deverá trazer mais detalhes sobre o futuro da política monetária dos Estados Unidos.

O foco deverá ser o aperto no programa de compra de ativos, processo conhecido como ‘tapering’. A expectativa do mercado é que os dirigentes do BC americano que discursarão na ocasião, entre eles o presidente Jerome Powell, deem sinalizações sobre os próximos passos do Fed sobre o tema, incluindo as condições necessárias para dar início ao processo, mas sem cravar uma data.

Três dirigentes do Fed reforçaram suas defesas pela retirada dos estímulos ainda este ano. Presidente da distrital de Dallas da entidade, Robert Kaplan estimou que o tapering pode começar em outubro ou pouco tempo depois – visão compartilhada por James Bullard, chefe do Fed de St. Louis. Já a presidente da distrital de Kansas, Esther George, afirmou que prefere a redução dos estímulos “antes cedo do que tarde”.

Ainda sobre política monetária, o banco central da Coreia do Sul elevou seu juro básico da mínima histórica de 0,50% – nível em que permaneceu por 15 meses – para 0,75%. A decisão foi interpretada como uma forma de conter o avanço das dívidas das famílias e esfriar os preços dos imóveis, apesar dos surtos recentes de covid-19 ainda ameaçarem a recuperação do País.

O aumento da tensão no Afeganistão também foi monitorado de perto pelo mercado, após homens-bomba causarem duas explosões nos arredores do aeroporto internacional de Cabul, centro de uma retirada aérea histórica de tropas e civis – que deve durar até o dia 31 deste mês – após o Talibã assumir o controle do país. O ataque, que teria sido causado por um braço do Estado Islâmico, causou a morte de dezenas de soldados americanos e afegãos, além de civis. Outras centenas também ficaram feridos.

Analistas já especulam sobre o potencial impacto do episódio para os democratas, que poderiam perder fôlego na eleição de meio de mandato do ano que vem, dificultando o avanço da agenda da Casa Branca no Legislativo. Em discurso, o presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu uma resposta aos ataques.

Na agenda de indicadores, a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do segundo trimestre cresceu em taxa anualizada de 6,6%, 0,1 ponto porcentual abaixo do esperado pelo mercado. Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), medida inflacionária favorita do Fed, cresceu à taxa anualizada de 6,5% entre abril e junho.

Segundo a Oxford Economics, o crescimento do PIB americano já passou do seu pico em meio à recuperação da crise, mas continuará sólido em 2022. Ainda por lá, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos de auxílio-desemprego no país subiram 4 mil na semana encerrada em 21 de agosto, a 353 mil. O número superou a estimativa de 350 mil solicitações de economistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Bolsa de Nova York

Em meio às incertezas do cenário mundial, o índice Dow Jones recuou 0,54%, o S&P 500 cedeu 0,58% e o Nasdaq teve baixa de 0,64%. As perdas do mercado americano ficaram ainda mais evidentes no final da tarde, após a confirmação da morte de militares americanos no ataque.

Bolsas da Europa

O clima também foi negativo no mercado europeu, com o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, cedendo 0,32%, enquanto a Bolsa de Londres recuou 0,35%, a de Paris, 0,16% e a de Frankfurt, 0,42%. Já os índices de Milão, Madri e Lisboa baixaram 0,76%, 0,94% e 0,37% cada.

Bolsas da Ásia

O mesmo cenário foi visto no mercado asiático, com a Bolsa de Seul em baixa de 0,58%, Tóquio, de 0,06% e Hong Kong, de 1,08%. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen recuaram 1,09% e 1,53% cada. Na contramão, a Bolsa de Taiwan teve modesto ganho de 0,12%. Na Oceania, a Bolsa australiana seguiu o tom predominante na região asiática e caiu 0,54%.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta quinta, após três dias de ganhos. A baixa se dá em meio ao fortalecimento do dólar, à espera do evento do Fed, e da maior cautela dos mercados diante do impasse no Afeganistão. Na visão de analistas, porém, a forte demanda pelo óleo deve fazer com que o preço se eleve em breve.

O petróleo WTI para outubro fechou com baixa de 1,38%, a US$ 67,42 o barril. Já o barril do Brent para novembro caiu 1,54%, a US$ 70,18 o barril. O recuo do óleo pesou diretamente nas ações do setor na Bolsa de Nova York: Chevron teve queda de 1,29%, ExxonMobil, de 1,33% e ConocoPhillips, de 1,61%

tags: em foco

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