Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de dezembro de 2019
Equipes de mergulhadores procuravam neste sábado (14), os corpos de pelo menos duas vítimas da erupção do vulcão da Ilha Branca, que entrou em atividade na última semana e matou ao menos 15 pessoas.
A busca se concentrava na área em que um corpo foi observado um dia depois da erupção.
Os mergulhadores trabalham em condições difíceis e perigosas porque existe o risco de uma nova erupção e a visibilidade é reduzida. “De entre zero e dois metros”, afirmou o vice-comandante da polícia, John Tims.
Das 47 pessoas que se calcula que estavam na ilha no momento da erupção, ao menos 16 morreram, 28 estão hospitalizadas na Nova Zelândia e Austrália, 21 delas em estado crítico, incluindo queimaduras em grande parte dos corpos.
A maioria das vítimas eram turistas procedentes da Austrália, Estados Unidos, Grã-Bretanha, China, Alemanha, Malásia e Nova Zelândia.
Seis corpos foram recuperados na sexta-feira (13) em uma operação arriscada realizada por unidades de elite do exército da Nova Zelândia.
Os cientistas consideram que há entre 35% e 50% de possibilidades de uma nova erupção na ilha.
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou que um minuto de silêncio será respeitado na próxima segunda-feira, dia 16, no mesmo horário da erupção do vulcão da Ilha Branca.
“Expressaremos nossa tristeza pelos falecidos e nosso apoio a suas famílias e amigos”, declarou a chefe de Governo.
A erupção
O vulcão entrou em erupção na Nova Zelândia na última segunda-feira (9). A polícia local informou que 47 pessoas estavam na Ilha Branca, onde fica o vulcão, no momento do desastre. Entre elas, havia turistas da Austrália, da China, dos Estados Unidos, da Malásia e do Reino Unido.
Das pessoas que foram resgatadas com vida, algumas apresentavam queimaduras graves.
Nesta semana, brasileiros relataram como escaparam por pouco do vulcão que matou várias pessoas em consequência do desastre. “A coisa mais louca da nossa vida acaba de acontecer. A gente passeou no vulcão uma hora e pouco. Dez minutos depois que a gente deixou (o local) e entrou no barco, o vulcão entrou em erupção”, relatou Aline Moura no Instagram.
O vulcão da Ilha Branca, também chamada de Whakaari, é o mais ativo do país e apresenta variados graus de atividade desde 2011. A mais recente erupção se deu há três anos, mas ninguém ficou ferido na ocasião.
Apesar disso, trata-se de um destino turístico popular no país. Agências oferecem excursões diárias e voos panorâmicos para a Ilha Branca, que fica no chamado Círculo de Fogo do Pacífico.
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