Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 13 de julho de 2017
Alvo de uma denúncia por corrupção passiva em análise na Câmara, o presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (13) que vai ter mais “um ano e meio de governo” pela frente, que é exatamente quando o mandato termina, em dezembro de 2018.
O presidente está no centro de uma crise política, deflagrada com as delações do grupo J&F, que pode culminar com a perda do mandato. Se o plenário da Casa autorizar o envio da denúncia ao Supremo Tribunal Federal e a Corte aceitar abrir o processo, o presidente é afastado.
Temer tem usado eventos públicos nos últimos dias para discursar a favor de seu governo e tentar desqualificar a denúncia. Nesta quinta, ele anunciou R$ 1,7 bilhão para investimento na área da saúde. Durante o discurso, o presidente listou algumas medidas de sua gestão e, em seguida, afirmou: “Estamos com 14 meses, mas é como se tivéssemos com 4, 5, 6 anos de governo, e imagine, portanto, o que podemos fazer com mais um ano e meio de governo”.
Em quatro dias nesta semana, o presidente participou de 4 eventos públicos. Em 3 deles, anunciou dinheiro para programas do governo. A agenda de anúncio de recursos coincide com a análise da denúncia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) .
Além da área da saúde, contemplada nesta quinta, Temer havia apresentado R$ 11 bilhões para projetos de infraestrutura em estados e municípios na quarta-feira (12) e, na terça (11), anunciou R$ 103 bilhões do Banco do Brasil para o plano Safra 2017/2018. (AG)
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