Segunda-feira, 03 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de agosto de 2026
O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul se manteve estável entre janeiro e março, em relação ao trimestre anterior, mesmo com retração no setor do agronegócio. Conforme boletim oficial divulgado nessa segunda-feira (3), a variação foi de 0% na série com ajuste sazonal. Já na comparação com igual período no passado, houve leve alta de 0,4%.
Na composição setorial do indicador, a indústria teve crescimento de 0,9%, índice que nos serviços foi de 0,2%. Já a agropecuária apresentou retração de 9,9%, atribuída a quedas nas produções de arroz e fumo. Para o milho e a soja, as estimativas indicam aumentos de 21,8% e 34,6%, respectivamente, com efeitos concentrados no segundo trimestre. O documento também registra redução de 23,6% na área plantada de trigo.
As informações constam no Boletim de Conjuntura do Rio Grande do Sul, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O conteúdo reúne indicadores estaduais, nacionais e internacionais.
Mercado de trabalho
A taxa de desocupação ficou em 4% entre janeiro e março, o que representa 1,2 ponto percentual a menos que em igual período de 2025. Já o número de pessoas ocupadas permaneceu estável em 5,895 milhões.
O rendimento médio mensal real foi de R$ 4.127, com variação de 5,5% na comparação anual. A massa de rendimentos somou R$ 23,9 bilhões, aumento de 6,1% no mesmo intervalo.
No mercado formal, os dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho indicaram saldo negativo de 3.474 postos no trimestre encerrado em maio. No acumulado de 12 meses, o saldo foi positivo em 10.546 vagas. Os serviços registraram saldo de 19.921 postos, enquanto indústria, comércio e construção apresentaram resultados negativos.
Exportações e arrecadação
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 9,844 bilhões no primeiro semestre, variação de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Destaque para produtos alimentícios e agropecuários, que cresceram 22,3%, enquanto os produtos de tabaco recuaram 25,2%.
A arrecadação de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), calculada a preços de junho de 2026, somou R$ 27,54 bilhões no primeiro semestre. O montante foi 3,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
“Cabe destacar, entretanto, que entre março e junho de 2025 o Estado arrecadou cerca de R$ 1,44 bilhão por meio do programa de regularização fiscal promovido no ano passado”, ressalta o portal estado.rs.gov.br.
Cenário nacional e internacional
O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a variação foi de 1,8%.
Dentre os setores, foram registradas variações de 2% na agropecuária, 1% na indústria e 0,5% nos serviços. Nos componentes da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 3,5%, as importações aumentaram 4,4% e as exportações recuaram 1,7%.
A taxa de desocupação nacional ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, enquanto o rendimento médio real foi de R$ 3.726. O IPCA acumulado em 12 meses até junho atingiu 4,64%, e a taxa Selic ficou em 14,25% ao ano.
No cenário externo, o Boletim de Conjuntura aponta desempenhos distintos entre as principais economias e aponta efeitos das tensões no Oriente Médio sobre o preço das commodities e as projeções de inflação. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima crescimento de 3% para a economia mundial neste ano.
(Marcello Campos)
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