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Mundo Mesmo vacinado, o presidente da Argentina testa positivo para o coronavírus em exame rápido

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Em 21 de janeiro, Fernández recebeu a primeira dose da vacina Sputnik V. (Foto: Reprodução)

Apesar de já ter recebido as duas doses da vacina russa Sputnik V, o presidente argentino Alberto Fernández informou na madrugada deste sábado (3) ter recebido teste positivo para o coronavírus, após apresentar sintomas da doença. Ele cumpre isolamento. Na tarde de sábado, em nota, o médico Federico Saavedra confirmou o diagnóstico. “O diagnóstico de infecção por covid-19 está confirmado. O quadro clínico é leve devido em grande parte ao efeito protetor da vacina recebida”, disse.

O líder argentino, que completou 62 anos na sexta-feira (2), afirmou que cumpre isolamento e já falou sobre o resultado com as pessoas com quem teve contato nas últimas 48 horas. Fernández afirmou nas redes sociais que teve 37,3ºC de febre e sentiu uma leve dor de cabeça.

“Para informação de todos e todas, me encontro bem fisicamente e, embora quisesse terminar o dia do meu aniversário sem essa notícia, também estou de bom humor”, publicou o presidente da Argentina, que agradeceu pelas mensagens de parabéns.

Sputnik V

Em 21 de janeiro, Fernández recebeu a primeira dose da vacina Sputnik V. Fontes da Presidência da Argentina informaram ao jornal “Clarín” que o presidente recebeu a segunda dose três semanas depois. Desde o início da pandemia, a covid já matou mais de 56 mil argentinos e infectou 2,3 milhões.

A infecção aconteceu no momento em que o país passa por uma segunda onda de alta de contágios. Na cidade de Buenos Aires, o número diário de casos chegou a cerca de 2 mil, depois de passar meses em torno de 100.

“Acreditamos que estamos iniciando a segunda onda, com um aumento sustentado de casos, o que causa preocupação”, afirmou a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, a uma rádio.

O país, no entanto, evita fechar fábricas e escolas. “Não é em uma fábrica, não é em uma sala de aula onde ocorrem infecções. Sabemos que atividades produtivas com protocolos não são fontes de contágio. As infecções acontecem nos momentos de descanso, quando os cuidados são reduzidos”, afirmou Vizzotti.

Fronteiras

O governo da Argentina oficializou no dia 29 de março o fechamento de suas fronteiras terrestres aos que deixaram o país entre 1º de abril e 25 de dezembro de 2020, que até agora eram os únicos autorizados a utilizá-las como exceção às medidas destinadas a frear a expansão do coronavírus.

Com a entrada em vigor desta norma, que foi publicada no Diário da República, estas pessoas só poderão entrar no território nacional por via aérea através dos pontos de entrada autorizados: os aeroportos internacionais de Ezeiza e San Fernando (ambos na província de Buenos Aires), Aeroporto Jorge Newbery (capital) e o porto da cidade de Buenos Aires.

Os postos de fronteira foram fechados pela última vez, após um ano de fechamentos e aberturas parciais, em 24 de dezembro, quando a Direção Nacional de Migração decretou a via aérea como única forma de entrada, enquanto uma portaria de 8 de janeiro permitiu a entrada terrestre para os que saíram do país entre abril e dezembro, que a partir de agora têm o avião como único meio de acesso.

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