Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 12 de março de 2021
Uma “bola de fogo” vista no céu chamou a atenção de moradores na Região Sul da Inglaterra na noite de 28 de fevereiro. Na manhã seguinte, um morador da cidade de Winchcombe, localizada na região de Gloucestershire, encontrou uma pilha do que pareciam pedras carbonizadas em sua garagem. Depois de alertar as autoridades locais, descobriu que, na verdade, estava abrigando um meteorito em sua casa.
A descoberta animou pesquisadores, pois havia 30 anos desde que um material como esse fora encontrado no país. A formação do item também impressiona. O meteorito é composto por condrito carbonáceo, um material rochoso que retém a química inalterada da formação de nosso Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos.
Segundo a pesquisadora do Museu de História Natural de Londres (NHM), Ashley King, nada parecido havia sido registrado no Reino Unido.
“Os condritos carbonáceos são particularmente especiais porque são essencialmente os blocos de construção que sobraram do nosso Sistema Solar. Muitos contêm compostos orgânicos simples e aminoácidos; alguns deles contêm minerais formados pela água. Todos os ingredientes estão lá para entender como você faz um planeta habitável como a Terra”, disse Ashley em entrevista à “BBC News”.
Os pesquisadores acreditam que outros fragmentos ainda serão encontrados. A pesquisadora Ashley parabenizou o morador que descobriu a primeira rocha. De acordo com ela, a rapidez com que o meteorito foi recuperado foi essencial para o trabalho.
“Para alguém que realmente não tinha ideia do que realmente era, ele fez um trabalho fantástico ao coletá-lo. Ele ensacou a maior parte muito rapidamente na manhã de segunda-feira, talvez menos de 12 horas após o evento real. E continuou encontrando pedaços em seu jardim nos dias seguintes. Parece um pouco com carvão, mas muito mais macio e muito frágil. É empolgante para nós porque esse tipo de meteorito é incrivelmente raro, mas contém pistas importantes sobre nossas origens”, ressaltou em comunicado divulgado pelo Museu de História Natural de Londres.
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