Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de abril de 2016
Em um discurso fechado com a chancela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nessa quinta-feira que o vice-presidente, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acenam com a expectativa de que o combate à corrupção será interrompido caso seja aprovado o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Falcão, Temer e Cunha comandam um golpe e tentam convencer parlamentares e dirigentes partidários a votar a favor do impedimento de Dilma utilizando, entre outros argumentos, a tese de que o combate à corrupção no País será barrado em um eventual governo peemedebista.
“É de se supor que muitos alimentam a ideia de que o combate à corrupção, que vem sendo feito implacavelmente pelos nossos governos, mas que há de continuar em respeito ao Estado democrático de direito, sem espetáculo e seletividade… será interrompido, barrado. Isso é um dos motivos sinistros que se escondem atrás do golpe, além da vontade de poder, além da troca de cargos”, afirmou o presidente do PT.
Falcão tem conversado com Lula e com parlamentares de diversos partidos e viu, nos últimos dois dias, a debandada de siglas importantes da base do governo. Entre elas estão PP e PSD.